Recados do Senhor.

Bem vindo ao blog "Recados do Senhor". Faço votos que os textos aqui postados, possam efetivamente, contribuir para o conhecimento da Verdade, e o seu consequente crescimento espiritual. Disse Jesus: "E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" Jo 8:32.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

DEUS REVELA SUA JUSTIÇA E AMOR.


O cumprimento da lei é o amor. (Rom. 13:10).

Após a queda de nossos primeiros pais, Cristo declarou que para salvar o homem, da penalidade do pecado, Ele viria ao mundo a fim de vencer Satanás no próprio terreno do inimigo. O conflito que começara no Céu deveria continuar na Terra. Neste conflito haveria muita coisa envolvida. Grandes interesses estavam em jogo. Perante os habitantes do universo celestial deveriam ser respondidas as questões: "É a lei de Deus imperfeita, e necessita de emendas ou revogação, ou é imutável? Necessita ser modificado o governo de Deus, ou é ele estável?" Antes do primeiro advento de Cristo, o pecado de recusar submeter-se à lei de Deus se havia difundido. Aparentemente, o poder de Satanás estava aumentando; sua luta contra o Céu estava se tornando mais e mais decidida. O momento decisivo havia chegado. 

Os anjos celestiais observavam com intenso interesse os movimentos de Deus. Sairia Ele de Seu lugar a fim de punir os habitantes do mundo por sua iniqüidade? Enviaria Ele fogo ou inundação para destruí-los? Todo o Céu esperava a ordem de seu Comandante para derramar as taças da ira sobre um mundo rebelde. Uma palavra Sua, um sinal, e o mundo teria sido destruído. Os mundos não caídos teriam dito: "Amém. Justo és, ó Deus, porque exterminaste a rebelião." Mas "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16. Deus poderia ter enviado o Seu Filho para condenar, mas O enviou para salvar. Cristo veio como Redentor. Não há palavras para descrever o efeito dessa atitude sobre os anjos celestiais. Com assombro e admiração eles puderam apenas exclamar: "Nisto consiste o amor!" 

Cristo iniciou Sua missão de misericórdia, e desde a manjedoura até a cruz foi atacado pelo inimigo. Satanás disputou cada polegada de terreno, exercendo todo o seu poder na tentativa de vencer a Cristo. Tentação após tentação O açoitaram como uma tempestade. Mas quanto mais impiedosamente elas O golpeavam, mais firmemente o Filho de Deus Se apegava à mão de Seu Pai e avançava na ensangüentada trilha. A severidade do conflito pelo qual Cristo passou foi proporcional à imensidão dos interesses envolvidos em Seu sucesso ou fracasso. ... Satanás procurou destronar a Cristo, a fim de que ele pudesse continuar a reinar neste mundo como senhor absoluto. ... O Pai, o Filho, e Lúcifer foram revelados em sua verdadeira relação um para com o outro. Deus deu provas inequívocas de Sua justiça e de Seu amor. (Regfletindo a Cristo, pg. 50 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A LEI, COMO UM ESPELHO, REVELA O PECADO.


Aquele, entretanto, que guarda a Sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nEle. (I João 2:5).

Deus tem uma norma de justiça pela qual Ele mede o caráter. Esta norma é Sua santa lei, que nos é dada como regra de vida. Somos solicitados a cumprir com seus requisitos, e quando o fazemos, honramos tanto a Deus como a Jesus Cristo, pois Deus deu a lei, e Cristo morreu para engrandecê-la, e enobrecê-la. Diz Ele: "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço." João 15:10. ... "O mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." I João 2:17.

Há muitos ouvintes, mas poucos praticantes das palavras de Cristo. Suas palavras podem ser teoricamente aceitas, mas se elas não ficarem gravadas na mente, e entretecidas na vida, elas não terão um efeito santificador sobre o caráter. Aceitar a verdade é uma coisa, e praticá-la na vida diária é outra bem diferente. A Palavra de Deus não desperta uma resposta de gratidão da parte dos que ouvem apenas. O mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento" (Luc. 10:27) é reconhecido como sendo justo, mas não suas exigências; seus princípios não são praticados.

Somos pecaminosos, e incapazes por nós próprios de praticar as palavras de Cristo. Mas Deus fez uma provisão, através da qual o pecador condenado pode ficar livre de qualquer mancha. "Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo." I João 2:1. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. Mas enquanto Cristo salva o pecador, Ele não remove a lei que condena o pecador. ... A lei nos mostra os pecados, da mesma maneira que um espelho nos mostra que nosso rosto não está limpo. O espelho não pode limpar o rosto; esta não é sua finalidade.

Assim também com a lei. Ela aponta nossos defeitos, e nos condena, mas não tem poder para salvar-nos. Precisamos ir a Cristo, a fim de obter perdão. Ele tomará nossa culpa sobre Si, e nos justificará perante Deus. E Ele não apenas nos libertará do pecado, mas nos dará poder para obedecer à vontade de Deus. Hoje em dia, muitos estabelecem normas próprias, pensando ganhar o Céu apesar de negligenciarem a vontade de Deus. Mas os tais estão edificando sobre a areia. São apenas ouvintes. ... Nossa salvação custou a vida do Filho de Deus, e Deus requer que edifiquemos nosso caráter sobre um alicerce que resista ao teste do juízo. (Refletindo a Cristo, pg. 47 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 6 de abril de 2026

CRISTO VEIO PARA ENGRANDECER A LEI.


 Foi do agrado do Senhor, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a Lei e fazê-la gloriosa.        (Isa. 42:21).

Através das artimanhas do grande apóstata, o homem foi levado a separar-se de Deus, cedendo às tentações do adversário de Deus e do homem, cometendo pecado e quebrantando a lei do Altíssimo. Deus não podia alterar um jota ou um til de Sua santa Lei a fim de aceitar o homem em Sua condição caída, pois isto lançaria descrédito sobre a sabedoria de Deus em estabelecer uma lei através da qual governar o Céu e a Terra. Mas Deus podia dar o Seu Filho unigênito para Se tornar o Substituto e fiador do homem, para sofrer a penalidade merecida pelo transgressor, e creditar à pessoa arrependida Sua justiça perfeita. Cristo Se tornou o sacrifício imaculado em favor de uma raça culpada, tornando os homens prisioneiros da esperança, de modo que, por intermédio do arrependimento perante Deus, por terem quebrantado Sua santa Lei, e por meio da fé em Cristo como seu Substituto, 

Fiador e Justiça, eles possam ser trazidos de volta à lealdade a Deus e obediência a Sua santa Lei. ... A vida e morte de Cristo em favor do homem pecaminoso tiveram o objetivo de restaurar o pecador ao favor divino, imputando-lhe a justiça que satisfaria as exigências da lei, e encontraria aceitação por parte do Pai. Mas o objetivo de Satanás sempre foi o de anular a Lei de Deus e perverter o verdadeiro significado do plano da salvação. Ele, portanto, deu origem ao falso ensino de que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário tinha por objetivo libertar o homem da obrigação de guardar os mandamentos de Deus. Ele transmitiu ao mundo o engano de que Deus abolira Sua constituição, desprezara Sua Lei Moral, e anulara Sua santa e perfeita Lei. Que terrível preço teria sido pago pelo Céu se Ele tivesse feito isto! 

Em vez de proclamar a abolição da lei, a cruz do Calvário proclama em som ribombante o seu caráter imutável e eterno. Pudesse a Lei de Deus ter sido abolida, e mantido o governo do Céu, da Terra, e dos inumeráveis mundos, Cristo não precisaria ter morrido. A morte de Cristo devia esclarecer para sempre a questão da validade da lei de Jeová. Tendo sofrido a penalidade total de um mundo culpado, Jesus Se tornou o Mediador entre Deus e o homem, a fim de restaurar a alma arrependida ao favor divino por meio da graça que lhe é concedida para guardar a lei do Altíssimo. Cristo veio não para destruir a lei ou os profetas, mas para cumpri-los à risca. A expiação do Calvário reivindicou a lei de Deus como sendo santa, justa e verdadeira, não apenas perante o mundo caído, mas perante o Céu e os mundos não caídos. (Refletindo a Cristo, pg. 45 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 2 de abril de 2026

RESPONSABILIDADE EM OBEDECER À LEI.


Todos os Teus mandamentos são justiça. (Sal. 119:172).

O Espírito de Deus nos guiará no caminho dos mandamentos, pois a promessa é a de que "quando vier... o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade". João 16:13. Devemos provar os espíritos pelo teste da Palavra de Deus, pois há muitos espíritos no mundo. "À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva." Isa. 8:20... Deus responsabiliza a cada um de nós individualmente, e nos convida a servi-Lo por princípio, a escolhê-Lo por nós mesmos. ... Deus não dará pouca importância à transgressão de Sua Lei. "O salário do pecado é a morte." Rom. 6:23. As conseqüências da desobediência provam que a natureza do pecado é de inimizade contra o bem-estar do governo de Deus e o bem de Suas criaturas. 

Deus é um Deus zeloso, que visita os pecados dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que O aborrecem; mas Ele demonstra misericórdia a milhares daqueles que O amam e guardam os Seus mandamentos. Os que se arrependem e se voltam para o Seu serviço, encontram o favor do Senhor; e Ele perdoa todas as suas iniqüidades e cura todas as suas doenças. Na sistemática terrestre, o servo que procura do modo mais diligente cumprir as exigências de seu cargo e executar a vontade de seu patrão, é extremamente valorizado. Certa vez um homem quis empregar um cocheiro de confiança. Vários homens se apresentaram em resposta ao seu anúncio. Ele perguntou a cada um deles quão próximo da beira de certo precipício poderia conduzir a carruagem sem tombá-la. 

Um após o outro responderam que poderiam aproximar-se bastante do perigo. Finalmente, um deles respondeu que se manteria o mais afastado possível dessa arriscada missão. Este último foi admitido para ocupar o cargo. Terá o homem maior apreço por um bom servo do que nosso Pai celestial? Não devemos estar ansiosos para ver o quanto podemos nos afastar dos mandamentos de Deus e prevalecer-nos da misericórdia do Legislador, e gabar-nos de que ainda estamos dentro dos limites da paciência divina; ao contrário, nossa preocupação deve ser a de manter-nos tão afastados quanto possível da transgressão. Devemos estar decididos a ficar do lado de Cristo e nosso Pai celestial, e a não correr riscos por presunção irrefletida. ... Devemos engrandecer os preceitos divinos através de nossas palavras e ações. Aquele que honra a lei, será por ela honrado no juízo.(Refletindo a Cristo, pg. 44 - MM 186). gsantos

segunda-feira, 30 de março de 2026

A LEI DE DEUS É IMUTÁVEL.


Chegou o momento de ser julgad A Lei de Deus é Imo este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo. (João 12:31 e 32).

Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado - pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada. ... Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isto apenas que Cristo veio à Terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ela ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o Universo. 

Para este resultado de Seu grande sacrifício, ou seja, a influência do mesmo sobre os entes de outros mundos, bem como sobre o homem, olhou antecipadamente o Salvador quando precisamente antes de Sua crucifixão disse: "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo." João 12:31 e 32. O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem, não somente tornaria o Céu acessível à humanidade, mas perante todo o Universo justificaria a Deus e Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus, e revelaria a natureza e os resultados do pecado. Desde o princípio a grande controvérsia fora a respeito da lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do Universo exigia que ela fosse mudada. 

Atacando a lei, visava ele subverter a autoridade de seu Autor. Mostrar-se-ia no conflito se os estatutos divinos eram deficientes e passíveis de mudança, ou perfeitos e imutáveis. ... O Céu observou o insulto e zombaria que Ele recebeu, e sabia que isto foi por instigação de Satanás. ... Observaram a batalha entre a luz e as trevas, enquanto a mesma se tornava mais forte. E ao clamar Cristo em Sua aflição mortal sobre a cruz: "Está consumado" (João 19:30), um brado de triunfo repercutiu por todos os mundos, e pelo próprio Céu. ... Havia Satanás revelado seu verdadeiro caráter... O próprio fato de que Cristo suportou a pena da transgressão do homem, é um poderoso argumento a todos os seres criados, de que a lei é imutável; que Deus é justo, misericordioso, e abnegado; e que a justiça e misericórdia infinitas unem-se na administração de Seu governo. (Refletindo a Cristo, pg. 42 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 26 de março de 2026

PECADORES POSTOS EM HARMONIA COM A LEI.


Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a  fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Rom. 8:3 e 4).

A lei revela ao homem os seus pecados, mas não provê remédio. Ao mesmo tempo que promete vida ao obediente, declara que a morte é o quinhão do transgressor. Unicamente o evangelho de Cristo o pode livrar da condenação ou contaminação do pecado. Deve ele exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja lei transgrediu, e fé em Cristo, seu sacrifício expiatório. Obtém assim "remissão dos pecados passados", e se torna participante da natureza divina. É filho de Deus, tendo recebido o espírito de adoção, pelo qual clama: "Aba, Pai!" Estaria agora na liberdade de transgredir a lei de Deus? Diz Paulo: "Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei." Rom. 3:31 

"Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"  Rom. 6:2. E João declara: "Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos."   I João 5:3. No novo nascimento o coração é posto em harmonia com Deus, ao colocar-se em conformidade com a Sua lei. Quando esta poderosa transformação se efetua no pecador, passou ele da morte para a vida, do pecado para a santidade, da transgressão e rebelião para a obediência e lealdade. Terminou a velha vida de afastamento de Deus, começando a nova vida de reconciliação, de fé e amor. Então, "a justiça da lei" se cumpre "em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito". Rom. 8:4. E a linguagem da alma será: "Oh! Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação em todo o dia." Sal. 119:97. 

"A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma." Sal. 19:7. Sem a lei os homens não têm uma concepção justa da pureza e santidade de Deus, ou da culpa e impureza deles mesmos. Não têm verdadeira convicção do pecado, e não sentem necessidade de arrependimento. Não vendo a sua condição perdida, como transgressores da lei de Deus, não se compenetram da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança de salvação é aceita sem a mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e unem-se às igrejas multidões que nunca se uniram a Cristo. ... Pela Palavra e Espírito de Deus se revelam aos homens os grandes princípios de justiça incorporados em Sua lei. (Refletindo a Cristo, pg. 39 -MM 1986). gsantos

segunda-feira, 23 de março de 2026

CRISTO - CONDUTO DA GRAÇA SALVADORA.

Porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. (Col. 2:9).

Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. ... Baixando a tomar sobre Si a humanidade, Cristo revelou um caráter exatamente oposto ao de Satanás. ... Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. "Pelas Suas pisaduras fomos sarados." Isa. 53:5. Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. 

Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. ... Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. ... Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o "Filho do homem", que partilha do trono do Universo. É o "Filho do homem", cujo nome será "Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Isa. 9:6. ... Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. 

O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor. ... Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter. A rebelião não se levantará segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união.  A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. ... Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. (Refletindo a Cristo, pg. 37 MM 1986). gsantos

quinta-feira, 19 de março de 2026

CRISTO REVELOU AS RIQUEZAS DO CÉU.


O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração. (Isa. 61:1).

Jamais houve um evangelista como Cristo. Ele era a majestade do Céu, mas humilhou-Se para tomar nossa natureza, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava. A todos, ricos e pobres, livres e servos, Cristo, o Mensageiro do concerto, trouxe as boas novas de salvação. Sua fama como o grande Operador de curas espalhou-se por toda a Palestina. Os enfermos iam para os lugares por onde Ele devia passar, a fim de poderem encontrar auxílio. Iam também muitas criaturas ansiosas de Lhe ouvir as palavras e receber o toque de Sua mão. Assim ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o evangelho e curando os enfermos - o Rei da glória na humilde veste humana. Assistia às grandes festas anuais da nação, e falava das coisas celestes às multidões absortas nas cerimônias exteriores, trazendo a eternidade ao alcance de sua visão. 

Dos celeiros da sabedoria tirava tesouros para todos. Falava-lhes em linguagem tão simples que não podiam deixar de entender. Por métodos inteiramente Seus, ajudava a todos quantos se achavam em aflição e dor. Com graça  e cortesia, ajudava a alma enferma de pecado, levando-lhe saúde e vigor. ... Que vida atarefada levou Ele! Dia a dia podia ser visto entrando nas humildes habitações da miséria e da dor, dirigindo palavras de esperança aos abatidos, e de paz aos aflitos. Cheio de graça, sensível e clemente, andava erguendo os desfalecidos e confortando os tristes. Aonde quer que fosse, levava bênçãos. Enquanto ajudava os pobres, Jesus estudava também os meios de atingir os ricos. Procurava travar relações com o rico e culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. 

Aceitava-lhes os convites, assistia a suas festas, tornava-Se familiar com os interesses e ocupações deles, ... a fim de obter acesso ao seu coração, e revelar-lhes as imperecíveis riquezas. Cristo veio a este mundo para mostrar que, mediante o recebimento de poder do alto, o homem pode levar vida imaculada. Com incansável paciência e assistência compassiva, ia ao encontro dos homens nas suas necessidades. Pelo suave contato da graça, bania da alma o desassossego e a dúvida, transformando a inimizade em amor e a incredulidade em confiança. ... Ao som de Sua voz, fugia do coração o espírito de avidez e ambição, e os homens levantavam-se, libertos, para seguir o Salvador. (Refletindo a Cristo, pg. 35 - MM 1986). gsantos 

segunda-feira, 16 de março de 2026

JESUS ESTABELECEU UM MODELO DE CARÁTER.

Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em glória. (Col. 3:3 e 4).

Deixai vossa luz brilhar em boas obras. Disse Cristo: "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens." Mat. 5:13. Temo que haja muitos nessa condição. Nem todos têm a mesma obra a fazer; circunstâncias e talentos diferentes qualificam os indivíduos para diferentes tipos de trabalho na vinha do Senhor. Há alguns que ocupam cargos de mais responsabilidade do que outros, mas a cada um é designado um trabalho, e o indivíduo que o executa com fidelidade e zelo, é um fiel mordomo da graça de Deus. Deus não pretende que a vossa luz brilhe a fim de que vossas palavras ou atos atraiam o louvor dos homens para vós mesmos, e sim, para que o Autor de toda boa obra seja glorificado e exaltado. Jesus, em Sua vida, deu aos homens um modelo de caráter. 

Quão pequena foi a influência que o mundo teve sobre Ele, para tentar modelá-Lo segundo o seu padrão! Toda a sua influência foi em vão. Disse Ele: "A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra." João 4:34. Se tivéssemos tal devoção pela obra de Deus, realizando-a com o olhar voltado exclusivamente para a Sua glória, seríamos capazes de dizer com Cristo: "Eu não procuro a Minha própria glória." João 8:50. Sua vida era cheia de boas obras, e é nosso dever viver como nosso grande Exemplo viveu. Nossa vida deve estar escondida com Cristo em Deus, e então a luz será refletida de Jesus para nós, e nós a refletiremos sobre os que nos cercam, não apenas no falar e no professar, mas em boas obras, e no manifestar o caráter de Cristo. Os que estão refletindo a luz de Deus manifestarão uma disposição amável. 

Serão joviais, bem dispostos, obedientes a todos os requisitos divinos. Serão mansos e abnegados, e trabalharão com amor dedicado em favor da salvação de pessoas. Todos os que são verdadeiros portadores de luz hão de refleti-la sobre o caminho alheio. Que todos aqueles que ostentam o nome de Cristo abandonem a iniqüidade. Se vos submeterdes às reivindicações divinas, e vos tornardes permeáveis ao Seu amor, e cheios da Sua plenitude, as crianças, os jovens, e os novos discípulos olharão para vós a fim de terem uma idéia do que constitui a religião prática; e assim podereis ser o instrumento que os conduzirá à senda da obediência a Deus. Exercereis então uma influência que resistirá ao teste divino, e vossa obra será comparada ao ouro, prata, e pedras preciosas, pois será de natureza imperecível. (Refletindo a Cristo, pg. 33 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 12 de março de 2026

CRISTO - NOSSO EXEMPLO DE HUMILDADE.

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. (Efés. 5:1).

Os vigias de Deus não devem estudar meios de agradar ao povo, nem ouvir suas palavras, nem expressá-las; devem antes ouvir o que diz o Senhor, e qual é Sua mensagem para o povo. Se se basearem em sermões preparados anos atrás, poderão deixar de atender às necessidades do momento. Seu coração deve estar aberto para que o Senhor possa impressionar a mente, e então terão condições de transmitir ao povo a preciosa verdade acolhedora do Céu. ... Há ao mesmo tempo muito pouco do Espírito e poder de Deus no trabalho dos vigias. O Espírito que caracterizou a maravilhosa reunião no dia de Pentecoste, está esperando a fim de manifestar o Seu poder sobre os homens que agora se acham colocados entre os vivos e os mortos, como embaixadores de Deus. O poder que tão fortemente sacudiu o povo no movimento de 1844 se revelará novamente. 

A mensagem do terceiro anjo irá avante, não em voz baixa, mas num alto clamor. Muitos que professam possuir grande luz estão andando em fagulhas de seu brilho. Eles precisam ungir os seus lábios com a brasa viva do altar, para que possam difundir a verdade como homens inspirados... Se Cristo tivesse vindo na majestade de um rei, com a pompa que acompanha os grandes homens da Terra, muitos O teriam aceito. Mas Jesus de Nazaré não ofuscou os sentidos com uma exibição de glória externa, a fim de fazer disto a base de sua reverência. Ele veio como um homem humilde, a fim de ser Mestre e Modelo, bem como Redentor da humanidade. Tivesse Ele incentivado a pompa, e sido seguido por uma comitiva de grandes homens da Terra, como poderia Ele ter ensinado humildade? Como poderia Ele ter apresentado as verdades candentes que ensinou em Seu Sermão da Montanha? 

Seu exemplo foi tal, que Ele deseja ser imitado por Seus seguidores. Onde ficaria a esperança dos humildes desta vida se Ele tivesse vindo em exaltação, e vivido como um rei na Terra? Jesus conhecia as necessidades do mundo melhor do que eles próprios. Ele não veio como um anjo, revestido da armadura celestial, mas como homem. No entanto, com Sua humildade se achavam combinados inerente poder e grandeza que espantaram os homens que O amaram. Embora possuindo tal amabilidade e modesta aparência, Ele andava entre eles com a dignidade e poder de um rei de origem celeste. As pessoas ficavam assombradas, confusas. Tentavam arrazoar sobre o assunto, mas não se mostrando dispostas a renunciar a suas próprias idéias, cederam lugar a dúvidas e se apegaram à velha expectativa de um Salvador que viria em grandeza terrena. (Refletindo a Cristo, pg. 32 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 9 de março de 2026

CRISTO - PERFEITO EXEMPLO PARA TODOS.


 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Luc. 2:52)

O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: "Portanto, sede vós perfeitos." Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado. Cristo é o nosso ideal. Ele deixou um exemplo perfeito para as crianças, os jovens e os adultos. Ele veio à Terra e passou pelas diferentes fases da experiência humana. Em Sua vida o pecado não encontrou lugar. Do início ao fim de Sua vida terrena, Ele manteve pura Sua lealdade a Deus. 

As Escrituras dizem dEle: "Crescia o menino e Se fortalecia, enchendo-Se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele." Luc. 2:40. Ele crescia "em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens". Luc. 2:52. O Salvador não viveu para a satisfação de Si mesmo. ... Não possuía lar neste mundo, exceto quando a bondade de Seus amigos Lhe providenciava um; no entanto, era divinal estar em Sua presença. Dia a dia Ele enfrentava as provações e tentações, mas não fracassou nem ficou desanimado. Era sempre paciente e bem disposto, e os angustiados O aclamavam como um mensageiro de vida, paz e saúde. Nada havia em Sua vida que não fosse puro e nobre. ... A promessa de Deus é: "E sereis santos, porque Eu sou santo." Lev. 11:44. A santidade é o reflexo da glória de Deus. Mas para refletirmos esta glória, precisamos cooperar com Deus. O coração e a mente precisam esvaziar-se de tudo que conduz ao erro. 

A Palavra de Deus precisa ser lida e estudada com um sincero desejo de obter dela força espiritual. Esta Palavra é o Pão do Céu. Os que a recebem e a tornam uma parte de sua vida, se fortalecem em Deus. Nossa santificação é o objetivo de Deus em toda a Sua conduta conosco. Ele nos escolheu desde a eternidade, para que sejamos santos. Cristo declara: "Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação." I Tess. 4:3. Será também a sua vontade, que os seus desejos e inclinações sejam mantidos em conformidade com a vontade divina? ... O viver a vida do Salvador, o superar cada desejo egoísta, cumprindo corajosa e alegremente nosso dever para com Deus e para com aqueles que nos cercam, nos torna mais do que vencedores. Isso nos prepara para permanecer em pé diante do grande trono branco, livres de qualquer mácula ou ruga, após termos lavado nossas vestes no sangue do Cordeiro. (Refletindo a Cristo, pg. 29 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 5 de março de 2026

CRISTO - NOSSO EXEMPLO EM TUDO.

A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens. (João 1:4).

A ética apontada pelo evangelho não reconhece outro padrão senão a perfeição da mente e da vontade de Deus. A imperfeição de caráter é pecado, e pecado é transgressão da lei. Todos os atributos virtuosos do caráter se concentram em Deus, formando um todo harmonioso e perfeito. Toda pessoa que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal tem o privilégio de possuir estes atributos. Esta é a ciência da santidade. Quão gloriosas são as possibilidades que se deparam à raça caída! Por intermédio de Seu Filho, Deus revelou a excelência que o homem é capaz de atingir. Através dos méritos de Cristo, o homem é erguido de sua condição depravada, purificado, e tornado mais precioso que as barras de ouro de Ofir. Ele tem possibilidade de se tornar companheiro dos anjos na glória, e de refletir a imagem de Jesus Cristo, resplandecendo mesmo no magnificente esplendor do trono eterno. 

Ele tem o privilégio de aceitar pela fé o fato de que através do poder de Cristo ele se tornará imortal. Entretanto, quão raras vezes ele compreende as alturas a que poderia chegar se permitisse que Deus dirigisse cada passo seu! Deus permite que cada ser humano exerça sua individualidade. Ele não deseja que ninguém submerja sua mente na de outro mortal. Os que desejam ser transformados na mente e no caráter não devem contemplar os homens, mas o Exemplo divino. Deus estende o convite: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus". Filip. 2:5. Pela conversão e transformação os homens poderão receber a mente de Cristo. Cada pessoa deve apresentar-se diante de Deus com uma fé individual e uma experiência também individual, sabendo por si mesmo que Cristo, a esperança de glória, habita em seu ser. 

Imitar o exemplo de algum homem - mesmo que o consideremos quase perfeito em caráter - seria depositar nossa confiança num ser humano com defeitos, e que é incapaz de transmitir um jota ou um til de perfeição. Como nosso Exemplo, temos Alguém que é tundo do em todos, o primeiro entre milhares de milhares, e cuja excelência é incomparável. Ele bondosamente adaptou Sua vida para servir de imitação universal. Unidos em Cristo estavam riqueza e pobreza; majestade e degradação; poder ilimitado e humildade, a qual se refletirá em toda pessoa que O recebe. NEle, através das qualidades e faculdades da mente humana, foi revelada a sabedoria do maior Mestre que o mundo já conheceu. Deus está nos desenvolvendo como testemunhas vivas perante o mundo, a fim de mostrar o que homens e mulheres podem se tornar por meio da graça de Cristo. (Refletindo a Cristo, pg. 27 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 2 de março de 2026

O SALVADOR E O LADRÃO NA CRUZ.

Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino. (Luc. 23:42).

A Cristo, em Sua agonia na cruz, sobreveio um raio de conforto. Foi a súplica do ladrão arrependido. Ambos os homens que estavam crucificados com Jesus, a princípio O injuriaram; e um deles, sob os sofrimentos, tornara-se cada vez mais desesperado e provocante. Assim não foi, porém, com o companheiro. Este não era um criminoso endurecido; extraviara-se por más companhias, mas era menos culpado que muitos dos que ali se achavam ao pé da cruz, injuriando o Salvador. Vira e ouvira Jesus, e ficara convencido, por Seus ensinos, mas dEle fora desviado pelos sacerdotes e príncipes. Procurando abafar a convicção, imergira mais e mais fundo no pecado, até que foi preso, julgado como criminoso e condenado a morrer na cruz. No tribunal e a caminho para o Calvário, estivera em companhia de Jesus. Ouvira Pilatos declarar: "Não acho nEle crime algum." João 19:4. 

Notara-Lhe o porte divino, e Seu piedoso perdão aos que O atormentavam. Na cruz, vê os muitos grandes doutores religiosos estenderem desdenhosamente a língua, e ridicularizarem o Senhor Jesus. Vê o menear das cabeças. Ouve a ultrajante linguagem repetida por seu companheiro de culpa. "Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também." Luc. 23:39. Ouve, entre os transeuntes, muitos a defenderem Jesus. Ouve-os repetindo-Lhe as palavras, narrando-Lhe as obras. Volve-lhe a convicção de que Este é o Cristo. ... E agora, todo poluído pelo pecado como se acha, a história de sua vida está a findar. "E nós, na verdade, com justiça", geme ele, "porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas Este nenhum mal fez." Luc. 23:41. Pensamentos estranhos, ternos, surgem agora. 

Evoca tudo quanto ouvira de Jesus, como Ele curara os doentes e perdoara os pecados. ... O Espírito Santo ilumina-lhe a mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das provas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desamparada, moribunda alma atira-se sobre o agonizante Salvador. "Senhor, lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino." Luc. 23:42. Versão Trinitariana. A resposta veio pronta. Suave e melodioso o acento, cheias de amor, de compaixão e de poder as palavras: "Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso." Luc. 23:43.Coração anelante, estivera atento a ver se ouvia alguma expressão de fé da parte dos discípulos. ... Quão grata foi, pois, ao Salvador a declaração de fé e amor do ladrão prestes a morrer! (Refletindo a Cristo, pg, 26 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

REVELAR O ESPÍRITO E O PODER DE CRISTO.


Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. (João 7:46).

Quando Jesus proferiu o Sermão da Montanha, Seus discípulos se aglomeraram em torno dEle, e a multidão, cheia de intensa curiosidade, também procurou se aproximar o máximo possível. Esperava-se algo fora do comum. Rostos ansiosos e disposição atenta evidenciavam o mais profundo interesse. A atenção de todos parecia fixa no Orador. Seus olhos estavam iluminados de inefável amor, e a expressão celestial em Seu semblante emprestava significado especial a cada palavra pronunciada. Anjos do Céu se achavam presentes em meio à multidão atenta. Ali estava, também, o adversário das pessoas, com seus anjos maus, preparados para neutralizar, tanto quanto possível, a influência do Mestre celestial. As verdades ali enunciadas atravessaram os séculos e têm sido uma luz em meio às trevas generalizadas do erro. Muitos têm encontrado nelas o que o coração mais necessita - um firme alicerce de fé e prática. 

Mas nessas palavras emitidas pelo maior Mestre que o mundo já conheceu, não há ostentação de eloquência humana. A linguagem é simples, e os pensamentos e sentimentos se caracterizam por sua extrema simplicidade. Os pobres, os incultos, os mais ignorantes conseguem compreendê-las. O Senhor do Céu Se dirigia em misericórdia e bondade às pessoas que viera salvar. Ele as ensinava como tendo autoridade, falando palavras que continham vida eterna. Todos devem imitar o Modelo o máximo possível. Embora não possam ter a mesma percepção de poder que Jesus possuía, eles podem de tal modo ligar-se à Fonte de poder que Jesus poderá neles habitar, e eles nEle, e assim Seu espírito e poder serão neles revelados. Andai na luz como Ele está na luz. É o mundanismo e o egoísmo que nos separam de Deus. 

As mensagens vindas do Céu são de natureza tal que despertam oposição. As fiéis testemunhas de Cristo e da verdade reprovarão o pecado. Suas palavras serão como um martelo a quebrar o coração empedernido, como um fogo a consumir matéria inútil. Há necessidade constante de fervorosas e decididas mensagens de advertência. Deus deseja ter homens fiéis ao dever. Na ocasião apropriada Ele envia Seus fiéis mensageiros para fazerem uma obra semelhante à de Elias. Homens da mais elevada educação em ciências e artes, têm aprendido preciosas lições de cristãos de condição humilde, classificados pelo mundo como ignorantes. Mas esses obscuros discípulos haviam recebido educação na mais alta das escolas. Tinham-se sentado aos pés dAquele que falava "como nunca homem algum falou". João 7:46. (Refletindo a Cristo, pg. 24 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CRISTO, NOSSO EXEMPLO DE CORTESIA.


Sede... misericordiosos e afáveis. (I Ped. 3:8).

Os que trabalham para Cristo devem ser retos e fidedignos, firmes como uma rocha aos princípios, e ao mesmo tempo, bondosos e corteses. A cortesia é uma das graças do Espírito. Lidar com o espírito humano é a maior obra já confiada ao homem; e quem deseja encontrar acesso aos corações precisa ouvir a recomendação: "Sede... misericordiosos e afáveis." I Ped. 3:8. O amor fará aquilo que o argumento deixar de realizar. Mas a petulância de um momento, uma só resposta áspera, uma falta de polidez cristã em qualquer pequenina questão, pode dar em resultado a perda de amigos, bem como de influência. O que Cristo era na Terra, o obreiro cristão se deve esforçar por ser. Ele é nosso exemplo, não somente em Sua imaculada pureza, como na paciência, amenidade e disposição cativante. 

Sua vida é uma ilustração da verdadeira cortesia. Tinha sempre um olhar bondoso e uma palavra de conforto para o necessitado e o oprimido. Sua presença criava em casa uma atmosfera mais pura, e Sua vida era como um fermento operando entre os elementos da sociedade. Puro e incontaminado, andava entre os excluídos, os rudes, os descorteses; entre injustos publicanos, ímpios samaritanos, soldados pagãos, rústicos camponeses e a multidão mista. Proferia aqui e ali uma palavra de simpatia. Ao ver homens fatigados e compelidos a carregar pesados fardos, compartilhava dos mesmos, e repetia-lhes a lição que aprendera da Natureza, do amor e da bondade de Deus. Procurava inspirar a esperança aos mais rudes e menos prometedores, dando-lhes a certeza de que podiam atingir caráter que lhes manifestaria a filiação divina. 

A religião de Cristo abranda quanto há de duro e rude num temperamento, e suaviza tudo que é áspero e escabroso nas maneiras. Torna as palavras brandas, e atraente a conduta. Aprendamos de Cristo a maneira de harmonizar o alto sentimento de pureza e integridade com a disposição feliz. O cristão bondoso, cortês, é o mais poderoso argumento que se pode apresentar em favor do cristianismo. As palavras bondosas são como o orvalho e brandos chuveiros para a alma. Diz a Escritura a respeito de Cristo, que nos Seus lábios se derramou a graça, para que soubesse "dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado". Isa. 50:4. E o Senhor nos pede: "A vossa palavra seja sempre agradável" (Col. 4:6), "para que dê graça aos que a ouvem". Efés. 4:29. A essência da verdadeira polidez é a consideração para com os outros. (Refletindo a Cristo, pg. 22 - MM 1986).; gsantos

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CRISTO E A DIGNIDADE HUMANA.


 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio. (Efés. 2:13 e 14).

Cristo não conhecia distinção de nacionalidade, posição ou credo. Os escribas e fariseus desejavam fazer dos dons celestes um privilégio local e nacional, e excluir o resto da família de Deus no mundo. Mas Cristo veio derrubar todo muro de separação. Veio mostrar que Seu dom de misericórdia e amor é tão ilimitado como o ar, a luz ou a chuva que refrigera a terra. A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu coração era uma pessoa sedenta pelas águas da vida. Não passava nenhum ser humano por alto como indigno, mas procurava aplicar a toda pessoa o remédio capaz de sarar. 

Em qualquer companhia em que Se encontrasse, apresentava uma lição adequada ao tempo e às circunstâncias. Cada negligência ou insulto da parte de alguém para com seu semelhante servia apenas para fazê-Lo mais consciente da necessidade que tinham de Sua simpatia divino-humana. Procurava inspirar esperança aos mais rudes e menos promissores, prometendo-lhes a certeza de que haveriam de tornar-se irrepreensíveis e inocentes, alcançando um caráter que manifestaria serem filhos de Deus.Muitas vezes Jesus encontrava pessoas que haviam caído no poder de Satanás e que não tinham forças para romper os laços. A essas criaturas, desanimadas, doentes, tentadas, caídas, costumava dirigir palavras da mais terna piedade, palavras adequadas e que podiam ser compreendidas. 

Quando encontrava pessoas empenhadas numa luta renhida com o adversário das pessoas, Ele as animava a perseverar, assegurando-lhes que haviam de triunfar, pois anjos de Deus se achavam a seu lado e lhes dariam a vitória. À mesa dos publicanos Ele Se sentava como hóspede de honra, mostrando por Sua simpatia e benevolência social que reconhecia a dignidade humana; e os homens anelavam tornar-se dignos de Sua confiança. Sobre seu coração sedento, as palavras dEle caíam com bendito poder vivificante. Novos impulsos eram despertados, e abria-se para esses excluídos da sociedade a possibilidade de vida nova. Conquanto fosse judeu, Jesus Se associava sem reserva com os samaritanos... Enquanto lhes atraía o coração pelos laços de humana simpatia, Sua divina graça levava-lhes a salvação que os judeus rejeitavam. ((Refletindo a Cristo, pg. 19 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

CURA ESPIRITUAL E RESTAURAÇÃO FÍSICA.


Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de Seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades. (Sal. 103:2 e 3).

Cristo pediu ao paralítico que se erguesse e andasse, "para que saibais", disse Ele, "que o Filho do homem tem sobre a Terra autoridade para perdoar pecados". Mar. 2:10. O paralítico encontrou em Cristo cura tanto para o corpo como para a alma. A cura espiritual foi seguida da restauração física. Essa lição não devia ser desatendida. Existem hoje milhares de vítimas de sofrimentos físicos, os quais, como o paralítico, estão anelando a mensagem: "Perdoados estão os teus pecados." O fardo do pecado, com seu desassossego e insatisfeitos desejos, é o fundamento de suas doenças. Não podem encontrar alívio, enquanto não forem ter com o Médico da alma. A paz que unicamente Ele pode dar, comunicar vigor à mente e saúde ao corpo. Jesus veio para "destruir as obras do diabo" I João 3:8. 

A vida estava NEle" (João 1:4) e Ele diz: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". João 10:10. Jesus é "espírito vivificante". I Cor. 15:45. E possui ainda o mesmo poder vitalizante que tinha quando na Terra curava o doente, e assegurava o perdão ao pecador. "Perdoa todas as tuas iniqüidades", "sara todas as tuas enfermidades." Sal. 103:3. O efeito produzido sobre o povo pela cura do paralítico, foi como se o Céu se houvesse aberto, revelando as glórias do mundo melhor. Ao passar o homem curado por entre a multidão, bendizendo a Deus a cada passo, e levando sua carga como se fosse uma pena, o povo recuava para lhe dar passagem e presa de assombro fitavam-no, falando entre si brandamente em segredo: "Hoje vimos prodígios." ...  Na casa do paralítico restaurado foi grande o regozijo. ... 

Ali estava ele em sua presença, no pleno vigor da varonilidade. Os braços que tinham visto sem vida, estavam prontos a obedecer imediatamente a sua vontade. A carne, contraída e arroxeada, achava-se agora rosada e fresca. Caminhava com passo firme e desembaraçado. A alegria e a esperança achavam-se-lhe impressas em cada linha do rosto; e uma expressão de pureza e paz havia substituído os vestígios do pecado e do sofrimento. Daquele lar ascenderam jubilosas ações de graças, e Deus foi glorificado por meio do Filho, que restituíra a esperança ao abatido e força ao aflito. Esse homem e sua família estavam dispostos a dar a vida por Jesus. Nenhuma dúvida lhes enfraquecia a fé, nenhuma incredulidade lhes maculava a lealdade para com Aquele que lhes levara luz ao ensombrado lar. O Desejado de Todas as Nações, págs. 270 e 271. (Refletindo a Cristo,. pg. 17 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CRISTO ESTÁ SEMPRE PRESENTE.


Mas Eu vos digo a verdade: Convém-vos que Eu vá, porque, se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, Eu for, Eu vo-Lo enviarei. (João 16:7).

Cristo disse: "Convém-vos que Eu vá." Ninguém teria então qualquer preferência em virtude de sua localização ou contato pessoal com Cristo. O Salvador seria acessível a todos igualmente, espiritualmente, e nesse sentido Ele estaria mais perto de nós do que se não tivesse ascendido às alturas. Agora todos podem ser igualmente favorecidos, contemplando-O e refletindo Seu caráter. Os olhos da fé O vêem sempre presente, em toda a Sua bondade, graça, paciência, cortesia, e amor - enfim, em todos os Seus atributos espirituais e divinos. E ao contemplá-Lo, somos transformados na Sua semelhança. Cristo em breve virá nas nuvens do Céu, e precisamos estar preparados para encontrá-Lo, sem mácula ou ruga ou qualquer destas coisas. Devemos agora aceitar o convite de Cristo. 

Ele diz: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma." Mat. 11:28 e 29. As palavras de Cristo a Nicodemos são de valor prático para nós hoje: "Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de Eu te dizer: Importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito." João 3:5-8. O poder convertedor de Deus precisa estar em nosso coração. Devemos estudar a vida de Cristo e imitar o Modelo divino. 

Precisamos demorar-nos sobre a perfeição de Seu caráter, e ser transformados na Sua imagem. Ninguém jamais entrará no reino de Deus se a sua vontade não se tornar submissa à vontade de Cristo. O Céu se acha livre de todo pecado, de toda corrupção e impureza; e se quisermos viver em sua atmosfera, se quisermos contemplar a glória de Cristo, precisamos ser puros de coração, e ter um caráter perfeito por meio de Sua graça e justiça. Não devemos envolver-nos com prazeres e divertimentos, mas aprontar-nos para habitar nas gloriosas mansões que Cristo nos foi preparar. Se formos fiéis, procurando fazer os outros felizes, e sendo pacientes em fazer o bem, Cristo nos coroará com glória, honra e imortalidade, por ocasião de Sua vinda. (Refletindo a Cristo, pg. 14 - MM 1986), gsantos

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

INSPIRANDO CONFIANÇA EM DEUS.


Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. (I João 5:4).

Que tipo de fé é a que vence o mundo? É a fé que faz de Cristo seu Salvador pessoal - a fé que, reconhecendo o seu desamparo, sua total incapacidade para salvar a si próprio, se apossa do Ajudador que é poderoso para salvar, como sua única esperança. É a fé que não fica desanimada, que ouve a voz de Cristo dizendo: "'Tende bom ânimo; Eu venci o mundo' (João 16:33), e Minha força divina lhe pertence." É a fé que O ouve dizer: "Eis que estou convosco todos os dias." Mat. 28:20. A razão por que as igrejas são fracas, doentias e propensas a morrer, é que o inimigo tem trazido influências de natureza desanimadora a pesar sobre pessoas trêmulas. Ele tem procurado cerrar-lhes os olhos para Jesus, como o Consolador, como Aquele que reprova, que adverte, e que os exorta dizendo: "Este é o caminho, andai por ele." Isa. 30:21. Cristo tem todo o poder no Céu e na Terra, e Ele pode fortalecer os vacilantes e encaminhar os errantes. 

Ele pode inspirar-lhes confiança e esperança em Deus; e confiança em Deus sempre resulta em confiança mútua. Cada indivíduo deve compreender que Cristo é o seu Salvador pessoal; então o amor, o zelo e a firmeza serão manifestos na vida cristã. Por mais clara e convincente que seja a verdade, ela não conseguirá santificar a alma, não conseguirá fortalecê-la e encorajá-la em seus conflitos se não for mantida em contato constante com a vida. Satanás tem alcançado seu maior sucesso ao se interpor entre a pessoa e o Salvador. Cristo jamais deve ser esquecido. Os anjos disseram a respeito dEle: "E Lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles". Mat. 1:21. Jesus, precioso Salvador! Certeza, solicitude, segurança e paz, se acham todas nEle. Ele dissipa todas as nossas dúvidas, o penhor de todas as nossas esperanças. 

Quão precioso é o pensamento de que verdadeiramente podemos tornar-nos participantes da natureza divina, e assim vencer como Cristo venceu! Jesus é a plenitude de nossas expectativas. Ele é a melodia de nossos cânticos, a sombra de uma grande rocha em terra ressecada. Ele é a água viva para a alma sedenta. É o nosso refúgio em meio à tempestade. É a nossa justiça, nossa santificação, nossa redenção. Quando Cristo Se torna nosso Salvador pessoal, exibimos os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Cristo morreu porque a lei foi transgredida, e para que o homem culpado pudesse ser salvo da penalidade de sua enorme culpa. Mas a história tem provado que é mais fácil destruir o mundo do que reformá-lo, pois os homens crucificaram o Senhor da Glória, que veio para unir a Terra com o Céu, e o homem com Deus. (Refletindo a Cristo, pg. 13 -  MM 1986. gsantos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A COMPAIXÃO DE CRISTO.


Para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. (Mat. 8:17).

Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. "Tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças" (Mat. 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenças, misérias e pecados. Era sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter. Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. DEle procedia uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos. A obra do Salvador não estava restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixão desconhecia limites. 

Em tão larga escala realizara Sua obra de curar e ensinar; que não havia na Palestina edifício vasto bastante para comportar as multidões que se Lhe aglomeravam em torno. Nas verdes encostas da Galiléia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes, e os curava. Onde quer que houvesse corações prontos a receber-Lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava os que a Ele vinham; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família. Jesus carregava o terrível peso de responsabilidade da salvação dos homens. 

Sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana, decidida mudança de princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho. ... Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado. ... Era sempre paciente e bem-humorado, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: "Vinde a Mim." Mat. 11:28. ... Ao passar por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria. .(Refletindo a Cristo, pg. 11 - MM 1986).gsantos

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

MESTRE ENVIADO POR DEUS.


 Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho... para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. (Gál. 4:4 e 5).

Por ocasião do primeiro advento de Cristo, as trevas haviam coberto a Terra, e densas trevas o povo. A verdade olhou do Céu, e em lugar algum pôde discenir o reflexo de sua imagem. Trevas espirituais haviam descido sobre o mundo religioso, e essas trevas foram quase universais e completas... Todas as coisas proclamavam que a Terra tinha urgente necessidade de um Mestre enviado por Deus - um Mestre no qual a divindade e a humanidade estivessem unidas. Era fundamental que Cristo aparecesse em forma humana, e Se colocasse à dianteira da humanidade, a fim de soerguer os seres humanos caídos. Unicamente assim Deus poderia ser revelado ao mundo. Cristo voluntariamente Se dispôs a pôr de lado Suas vestes reais e coroa majestosa, e vir à Terra a fim de mostrar aos seres humanos o que eles podem se tornar em cooperação com Deus. 

Ele veio para brilhar em meio às trevas, a fim de dissipar as trevas com o esplendor de Sua presença... O Pai e o Filho decidiram em consulta que Cristo devia vir a este mundo na forma de um bebê, e viver a vida que os seres humanos têm de viver, da infância à idade adulta, suportando as mesmas provações que eles, e ao mesmo tempo vivendo uma vida sem pecado, para que os homens pudessem ver nEle um exemplo do que poderiam tornar-se, e para que Ele pudesse saber por experiência própria como ajudá-los em suas lutas contra o pecado. Ele foi provado como o homem é provado, tentado como o homem é tentado. A vida que Ele viveu neste mundo os homens podem viver por meio de Seu poder e sob Seus ensinos..Patriarcas e profetas predisseram a vinda de um ilustre Mestre, cujas palavras estariam revestidas de invencível poder e autoridade. 

Ele pregaria o Evangelho aos pobres, e apregoaria o ano aceitável do Senhor. Ele estabeleceria o juízo na Terra; as ilhas esperariam pelos Seus mandamentos; os gentios seriam atraídos para a Sua luz, e reis para o esplendor de Seu aparecimento. Ele foi "o Mensageiro do concerto", e "o Sol da Justiça". ... E "vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho". Gál. 4:4. ... O Mestre celestial havia chegado. Quem era Ele? - Ninguém menos do que Filho do próprio Deus. Ele veio como Deus, e ao mesmo tempo como o Irmão mais velho da humanidade. Em conformidade com o que Ele ensinava, vivia. ... Ele era aquilo que ensinava. Suas palavras eram a expressão não somente da experiência de Sua própria vida, mas de Seu caráter. Não somente ensinava Ele a verdade, mas era a verdade. Era isto que Lhe dava poder aos ensinos. (Refletindo a Cristo, pg. 8 - MM 1986), gsantos

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CRISTO - UM COM O PAI DESDE A ETERNIDADE.


Eis que a virgem... dará à luz um filho, e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). (Mat. 1:23).

O brilho do "conhecimento da glória de Deus" vê-se "na face de Jesus Cristo". Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era "a imagem de Deus", a imagem de Sua grandeza e majestade, "o resplendor de Sua glória". Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado, para revelar a luz do amor de Deus, para ser "Deus conosco". Portanto, a Seu respeito foi profetizado: "Será o Seu nome Emanuel." Isa. 7:14. Vindo habitar conosco, Jesus devia revelar Deus tanto aos homens como aos anjos. Ele era a Palavra de Deus - o pensamento de Deus tornado audível. Em Sua oração pelos discípulos, diz: "Eu lhes fiz conhecer o Teu nome" - misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade - "para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja". João 17:26. 

Mas não somente a Seus filhos nascidos na Terra era feita essa revelação. Nosso pequenino mundo é o livro de estudo do Universo. O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que "os anjos desejam bem atentar", e será seu estudo através dos séculos sem fim. Mas os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico. Ver-se-á que a glória que resplandece na face de Jesus Cristo é a glória do abnegado amor. À luz do Calvário se patenteará que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu; que o amor que "não busca os seus interesses" (I Cor. 13:5) tem sua fonte no coração de Deus; e que no manso e humilde Jesus se manifesta o caráter dAquele que habita na luz inacessível ao homem. ... 

Contemplamos Deus em Cristo. Olhando para Jesus, vemos que a glória de nosso Deus é dar. "Nada faço por Mim mesmo" (João 8:28), disse Cristo; "o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai." João 6:57. "Eu não busco a Minha glória", (João 8:50), mas a "dAquele que Me enviou". João 9:4. Manifesta-se nestas palavras o grande princípio que é a lei da vida para o Universo. Todas as coisas Cristo recebeu de Deus, mas recebeu-as para dar. Assim nas cortes celestes, em Seu ministério por todos os seres criados: através do amado Filho, flui para todos a vida do Pai; por meio do Filho ela volve em louvor e jubiloso serviço, uma onda de amor, à grande Fonte de tudo. E assim, através de Cristo, completa-se o circuito da beneficência, representando o caráter do grande Doador, a lei da vida. (Refletindo a Cristo, pg. 7- MM 1986). gsantos

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

HERDEIROS DO REI.


O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho. (Apoc. 21:7).

Não fiqueis desalentados; não desfaleçais. Embora tenhais tentações; embora sejais assediados pelo astuto inimigo, se o temor de Deus estiver diante de vós, anjos valorosos em poder serão enviados em vosso auxílio e podereis estar à altura de enfrentar os poderes das trevas. Jesus vive. Ele morreu para prover um meio de escape à raça caída; e vive hoje para fazer intercessão por nós, a fim de que sejamos exaltados à Sua destra. Tende confiança em Deus. O mundo anda no caminho largo; e ao andar no caminho estreito e ter de lutar com principados e potestades, e enfrentar a oposição de inimigos, lembrai-vos de que foram tomadas providências a vosso favor. 

A ajuda está a cargo de Alguém que é poderoso; e por meio dEle podeis vencer. Retirai-vos do meio deles, separai-vos, declara Deus, e Eu vos receberei, e sereis filhos e filhas do Senhor todo-poderoso. Que promessa é esta! É uma garantia para vós de que vos tornareis membros da família real, herdeiros do reino celestial. Se uma pessoa é honrada por algum dos monarcas da Terra, ou passa a ter alguma ligação com ele, como isso é propagado pelos periódicos do dia e excita a inveja dos que não se consideram tão afortunados! Aqui, no entanto, está Alguém que é Rei acima de todos, o Soberano do 

Universo, o Originador de tudo que é bom; e Ele nos diz: Farei de vós Meus filhos e filhas; Eu vos unirei a Mim mesmo; tornar-vos-eis membros da família real, filhos do celeste Rei. E então Paulo diz: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus." II Cor. 7:1. Por que não faríamos isso, se temos tal incentivo - o privilégio de tornar-nos filhos do Deus Altíssimo, o privilégio de chamar o Deus do Céu de nosso Pai? (ERP, pg. 373 - MM 1999). gsantos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

SEGUINDO O MODELO.


 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca; pois Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente, carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados. (I Ped. 2:21-24).

Jesus foi afligido em todas as nossas aflições, e o Capitão de nossa salvação foi aperfeiçoado por meio de sofrimentos. Nesta vida, havemos de ser provados para ver se seremos ou não capazes de suportar a prova de Deus. As tentações de Satanás virão sobre nós, e havemos de ser provados, mas a questão de suma importância para nós, é: Seremos vencidos? ou seremos vencedores? ... Assim como nosso grande Exemplo, podemos ser capazes de enfrentar Satanás com a arma da Palavra de Deus, dizendo-lhe, ao nos tentar a praticar o mal: "Está escrito." Mat. 4:4. 

Satanás conhece melhor do que muitos cristãos professos o que está escrito, pois é um diligente estudante da Bíblia, e trabalha para deturpar a verdade e conduzir os homens aos atalhos da desobediência. Ele leva os homens a negligenciar o estudo da Palavra de Deus; pois sabe que ela depõe contra ele, mostrando que suas obras são más. Ela o retrata como o anjo apóstata que caiu do Céu e arrastou muitos dos anjos do Céu atrás de si, numa atitude de rebelião contra o seu Criador. Satanás procura continuamente afastar de Deus e de Sua Palavra, a mente dos homens. 

Ele sabe que se conseguir fazer com que os homens negligenciem a Palavra de Deus, logo conseguirá induzi-los a se afastarem dos seus preceitos e acabar olvidando o Criador. Então, eles acatarão as sugestões e instruções do adversário de Deus e do homem, e homens maus e anjos maus formarão uma confederação contra o Deus do Céu. Os que querem ser leais a Deus estarão expostos a provações e tentações; se, porém, realmente estiverem vivos para Deus, e sua vida estiver escondida com Cristo em Deus, também saberão o que é ter as bênçãos que Deus concede aos fiéis e obedientes. (ERP, pg. 370 - MM 1999). gsantos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

VITÓRIA POR MEIO DE CRISTO.


Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. (Heb. 2:14 e 15).

A queda do homem encheu o Céu todo de tristeza, e o coração de Jesus moveu-se de infinita compaixão pelo mundo perdido, a raça caída. Ele contemplou o homem imerso no pecado e na miséria, e sabia que ele não tinha poder moral para vencer, em seu próprio favor, o poder de seu inimigo que não dorme. Em divino amor e piedade, veio à Terra para travar nossas batalhas para nós; pois só Ele poderia vencer o adversário. Veio para unir o homem com Deus, comunicar força divina à alma penitente; e, da manjedoura ao Calvário, percorrer o caminho que seria percorrido pelo homem, dando a cada passo, aos seres humanos, um exemplo perfeito do que eles deviam fazer, e apresentando em Seu caráter o que a humanidade poderia tornar-se quando unida com a Divindade. 

Muitos dizem, porém, que Jesus não era como nós, que Ele não era como nós somos no mundo, que era divino, e que, portanto, não podemos vencer como Ele venceu. Mas isso não é verdade; "porque, na verdade, Ele não tomou [a natureza dos] anjos; mas tomou a descendência de Abraão. ... Porque naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados". Heb. 2:16-18. Cristo conhece as aflições do pecador; Ele conhece suas tentações. Tomou sobre Si a nossa natureza; foi tentado em todas as coisas do mesmo modo que nós. 

Ele chorou; foi homem de dores e que sabe o que é padecer. Como homem, Ele viveu sobre a Terra. Como homem, ascendeu ao Céu. Como homem, é o Substituto da humanidade. Como homem, vive para fazer intercessão por nós. Como homem, virá outra vez com majestoso poder e glória, a fim de buscar os que O amam e para quem está preparando lugar. Devemos alegrar-nos e dar graças porque Deus "estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do Varão que destinou". Atos 17:31. (ERP, pg. 368 - MM 1999). gsantos

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

COLUNA NO TEMPLO DE DEUS.


Coluna nolo d Tempe DeusAo vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do Meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do Meu Deus, o nome da cidade do Meu Deus, a Nova Jerusalém que desce do Céu, vinda da parte do Meu Deus, e o Meu novo nome. (Apoc. 3:12).

Talvez nos pareça maravilhoso que Cristo Se revelasse a João como Ele é, e estranho que Cristo assim Se dirigisse às igrejas. Devemos lembrar, porém, que a igreja, por débil e defeituosa como seja, é o objeto da suprema atenção de Cristo. Ele vela constantemente por ela com terna solicitude, e fortalece-a por Seu Espírito Santo. Não havemos nós, como membros de Sua igreja, de permitir que Ele nos impressione a mente e opere por meio de nós, para glória Sua? Prestaremos atenção às mensagens que Ele dirige à igreja? Determinemos estar entre aqueles que, por ocasião de Sua vinda, irão ao Seu encontro com alegria, e não entre os que "se lamentarão sobre Ele". Apoc. 1:7. 

Asseguremos a nossa redenção obedecendo às mensagens que Ele dá a Sua igreja. Cristo transmite à igreja as palavras de conforto: "Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra. Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do Meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do Meu Deus, o nome da cidade do Meu Deus, a Nova Jerusalém que desce do Céu, vinda da parte do Meu Deus, e o Meu novo nome." Apoc. 3:10-12.

Esforcemo-nos por obter ampla entrada no reino de nosso Senhor. Estudemos diligentemente o evangelho que Cristo veio apresentar pessoalmente a João na ilha de Patmos - o evangelho que é denominado "Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer". Apoc. 1:1. Lembremo-nos sempre de que são "bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras [desta] profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo". Apoc. 1:3. (ERP, pg. 366 - MM 1999). gsantos

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

GUARDADOS NA HORA DA PROVAÇÃO.


Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei na hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra. (Apoc. 3:10).

Um combate prossegue continuamente entre as forças para o bem e as forças para o mal, entre os anjos de Deus e os anjos caídos. Somos atacados pela frente e por trás, à direita e à esquerda. O conflito por que estamos passando é o último que teremos neste mundo. Achamo-nos no meio dele. Dois partidos estão lutando pela supremacia. Neste conflito não nos é possível ficar neutros. Ou ficamos de um lado, ou do outro. Se tomarmos posição ao lado de Cristo, se O reconhecermos diante do mundo por palavras e obras, estaremos dando vivo testemunho quanto Àquele que escolhermos servir e honrar. Neste importante período da história terrestre, não nos podemos permitir deixar ninguém em incerteza quanto ao lado a que pertencemos. ...

"Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei na hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra." Apoc. 3:10. Nesta passagem é apresentada a hora da provação que há de experimentar aos que habitam sobre a Terra. Vivemos agora nesta hora probante. Ninguém poderá evadir-se a este conflito. Se em vossa vida há defeituosos traços de caráter, que não vos estais esforçando por vencer, podeis estar certos de que o inimigo procurará tirar proveito deles; pois ele se acha bem atento, buscando destruir a fé de cada pessoa.

A fim de obter a vitória sobre qualquer assalto do inimigo, precisamos lançar mão de um poder que se acha fora e acima de nós. Importa mantermos constante e viva ligação com Cristo, que tem poder para dar a vitória a toda alma que mantiver uma atitude de fé e humildade. Se somos presunçosos e pensamos que podemos continuar fazendo o que bem entendemos, esperando, contudo, aparecer finalmente do lado certo, verificaremos que cometemos um terrível erro. Como os que esperam receber a recompensa do vencedor, cumpre-nos avançar na luta cristã, embora encontremos oposição a cada passo em frente. (ERP, pg. 365 - MM 1999). gsantos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

PORTANDO A BANDEIRA DA VITÓRIA.


Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte. (Apoc. 2:11).

As palavras: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Apoc. 2:11) são repetidas depois dessas promessas, com ponderável importância para os filhos de Deus. É para nosso eterno interesse conhecer e compreender o que o Espírito diz às igrejas, e devemos buscar diligentemente luz e conhecimento, para não desconhecermos o que Deus ordenou e prometeu em Sua preciosa Palavra. Temos uma alma a ser salva ou perdida, e devemos perguntar com a maior sinceridade: "Que farei para obter a vida eterna?" No melhor dos casos, a vida é curta, e é necessário que vivamos esta curta vida em harmonia com a lei de Deus, a qual é a lei do Universo. Precisamos ter ouvidos para ouvir e coração para compreender o que o Espírito diz às igrejas. Os anjos de Deus não ambicionam maior conhecimento do que conhecer a vontade de Deus; e seu maior deleite é cumprir a perfeita vontade do Pai celestial. 

O homem caído tem o privilégio de tornar-se versado no tocante à vontade de Deus. Enquanto nos é concedido o tempo da graça, devemos usar nossas faculdades ao máximo, para que possamos tornar-nos tudo que é possível; e enquanto procuramos atingir um alto padrão de inteligência, devemos sentir nossa dependência de Deus, pois sem Sua graça, nossos esforços não podem causar benefícios duradouros. É mediante a graça de Cristo que havemos de ser vencedores; por meio dos méritos de Seu sangue haveremos de fazer parte daqueles cujos nomes não serão apagados do livro da vida. Os que forem afinal vencedores, terão a vida que se compara com a vida de Deus e portarão a coroa da vitória. Visto que nos aguarda tão grande e eterna recompensa, devemos correr a carreira com paciência, olhando para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé. (ERP, pg. 362 - MM 1999). gsantos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

COMENDO DA ÁRVORE DA VIDA.


Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. (Apoc. 2:7).

Esta mensagem diz respeito a todas as nossas igrejas. Nunca podeis empregar melhor a faculdade da audição do que prestando atenção para ouvir o que a voz de Deus vos diz em Sua Palavra. Há uma preciosa e abundante promessa para os que vencem. Não basta entrar nesta peleja; precisamos continuar nela até ao fim. Não devemos ter experiência em capitular. Temos de combater o bom combate da fé até ao fim. Ao vencedor é prometida a vitória triunfal. "Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus." Apoc. 2:7. Tudo quanto foi perdido na queda de Adão é mais do que restaurado na redenção. "Aquele que está assentado no trono... [diz]: Eis que faço novas todas as coisas." Apoc. 21:5.

Olhemos atenta e criteriosamente para nós mesmos. Não estão sendo violados os compromissos que assumimos em nosso batismo? Estamos mortos para o mundo e vivos para Cristo? Buscamos as coisas lá do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus? Foi cortado o cabo que nos prendia à Rocha Eterna? Estamos sendo levados pela correnteza que conduz à perdição? Não faremos esforço algum para abrir passagem e avançar rio acima? Não hesitemos mais, mas utilizemos vigorosamente os remos; e voltemos à prática das primeiras obras, antes que naufraguemos fatalmente.

Compete-nos conhecer nossas deficiências e pecados específicos, que causam trevas e debilidade espiritual, e apagaram nosso primeiro amor. É o mundanismo? É o egoísmo? É o amor à vaidade pessoal? É a luta pela primazia? É o pecado da sensualidade que está intensamente ativo? É o pecado dos nicolaítas transformando a graça de Deus em lascívia? É o uso incorreto e abuso de grande luz, oportunidades e privilégios, fazendo afirmações jactanciosas de sabedoria e conhecimento religioso, ao passo que a vida e o caráter são incoerentes e imorais? Seja o que for que tenha sido acariciado e cultivado até tornar-se forte e dominante, fazei decididos esforços para vencer, do contrário estareis perdidos. (ERP. pg. 361 - MM 1999). gsantos

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

A VITÓRIA TRAZ ALEGRIA AO CÉU.


Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. (Luc. 15:7).

Agências satânicas estão sempre guerreando pelo domínio da mente dos homens, mas os anjos de Deus estão constantemente em ação, fortalecendo as mãos fracas e firmando os joelhos vacilantes de todos quantos apelam a Deus por ajuda. A promessa a todo filho de Deus é: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mat. 7:7. O Senhor tem tido homens e mulheres de coração íntegro, aqueles que fizeram um concerto com Ele mediante sacrifício. Eles não se desviaram de sua integridade. Mantiveram-se incontaminados do mundo e foram levados pela Luz da vida a derrotar os propósitos do astuto inimigo. 

Irão os seres humanos agora cumprir sua parte em resistir ao maligno? Se o fizerem, ele certamente deles fugirá. Anjos, que farão por vós o que não poderíeis efetuar por vós mesmos, estão aguardando por vossa cooperação. Esperam que correspondais à atração de Cristo. Aproximai-vos de Deus e uns dos outros. Pelo desejo, pela oração silenciosa, pela resistência às influências satânicas, ponde a vossa vontade ao lado da vontade de Deus. Enquanto tiverdes um só desejo de resistir ao diabo, e orardes sinceramente: Livra-me de cair em tentação, tereis resistência para o dia. 

É a obra dos anjos celestes aproximarem-se bem dos tentados, dos provados, dos sofredores. Eles trabalham longa e infatigavelmente para salvar as almas por quem Cristo morreu. E quando as almas apreciam as vantagens que têm, apreciam a assistência celeste que lhes é enviada, correspondem à operação do Espírito Santo em seu favor; quando põem a sua vontade ao lado da vontade de Cristo, os anjos levam as novas ao Céu. Retornando às cortes celestiais, eles relatam seu sucesso com as almas pelas quais ministraram, e há regozijo entre as hostes celestiais. (ERP, pg. 357 - MM 1999). gsantos