Recados do Senhor.

Bem vindo ao blog "Recados do Senhor". Faço votos que os textos aqui postados, possam efetivamente, contribuir para o conhecimento da Verdade, e o seu consequente crescimento espiritual. Disse Jesus: "E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" Jo 8:32.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

O VERDADEIRO AMOR.


Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que Ele Se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado. (I João 3:4 - 5).

Enquanto os anos passavam e o número dos crentes aumentava, João trabalhava pelos irmãos com crescente fidelidade e devotamento. Os tempos eram cheios de perigo para a igreja. Enganos satânicos existiam por toda parte. Por meio de adulteração e falsificação os emissários de Satanás buscavam suscitar oposição às doutrinas de Cristo; e como conseqüência disso, dissensões e heresias estavam pondo em perigo a igreja. Alguns que professavam a Cristo pretendiam que Seu amor os libertara da obediência à lei de Deus. Por outro lado muitos ensinavam que era necessário observar os costumes e cerimônias judaicos; que a mera observância da lei, sem fé no sangue de Cristo, era suficiente para a salvação. Outros mantinham que Cristo fora um homem bom, mas negavam Sua divindade. Alguns que simulavam ser leais à causa de Deus, eram enganadores, e na prática negavam a Cristo e Seu evangelho. 

Vivendo eles mesmos em transgressão, introduziam heresias na igreja. Muitos eram assim levados a um labirinto de ceticismo e engano. João enchia-se de tristeza ao ver surgirem na igreja esses venenosos erros. Viu os perigos a que a igreja seria exposta, e enfrentou a emergência com prontidão e decisão. As epístolas de João respiram o espírito de amor. É assim como se ele escrevesse com a pena molhada no amor. Mas quando entrou em contato com os que estavam a quebrar a lei de Deus, embora declarando estar vivendo sem pecado, não hesitou em adverti-los de seu perigoso engano. ... Estamos autorizados a ter na mesma consideração indicada pelo discípulo amado os que alegam permanecer em Cristo ao mesmo tempo que vivem em transgressão da lei de Deus. Existem nestes últimos dias males semelhantes àqueles que ameaçavam a prosperidade da igreja primitiva; e os ensinos do apóstolo João sobre estes pontos deveriam ser cuidadosamente considerados. 

"Necessitais mostrar caridade", é o clamor que se ouve em todos os lugares, principalmente da parte daqueles que professam santificação. Mas a verdadeira caridade é demasiado pura para acobertar um pecado inconfessado. Conquanto devamos amar as almas por quem Cristo morreu, não nos devemos comprometer com o mal. Não nos podemos unir aos rebeldes e chamar a isto caridade. Deus requer de Seu povo nesta fase do mundo que permaneça firme pelo direito tanto quanto João, em oposição aos erros que arruínam a alma. Seu testemunho com respeito à vida e morte do Salvador era claro e penetrante. Da abundância que havia no coração brotava o amor pelo Salvador enquanto ele falava; e poder algum lhe podia impedir as palavras. (Refletindo a Cristo, pg. 58 - MM 1986). gsantos 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

LEI - REVELADA PELO ESPÍRITO DE DEUS.


A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma. (Sal. 19:7).

A mente carnal é inimizade contra Deus, e rebela-se contra a vontade dEle. ... Foi-me mostrado que o homem está sem conhecimento da vontade de Deus. ... Quando, porém, o Espírito de Deus lhe revela toda a significação da lei, que mudança se lhe opera no coração! Qual Belsazar, lê com entendimento a escritura do Altíssimo, e apodera-se-lhe da alma a convicção. Os trovões da Palavra de Deus despertam-nos da letargia e clama por misericórdia em nome de Jesus. E Deus sempre atende a essa humilde petição com ouvidos cheios de boa vontade. Jamais manda embora sem conforto um penitente. ... Caso o povo de Deus reconhecesse Sua maneira de lidar com eles, e Lhe aceitassem os ensinos, encontrariam caminho reto para seus pés, e uma luz para guiá-los por entre as trevas e o desânimo. Davi aprendeu sabedoria do trato de Deus para com ele, e curvou-se humildemente sob o castigo do Altíssimo. 

O fiel retrato de sua verdadeira condição feito pelo profeta Natã, deu a Davi o conhecimento dos próprios pecados, e ajudou-o a afastá-los de si. Aceitou humildemente o conselho, e humilhou-se diante de Deus. "A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma", exclama ele. Sal. 19:7. Os pecadores arrependidos não têm motivo de desesperar-se por lhes serem lembradas suas transgressões e serem advertidos do perigo em que se encontram. Esses próprios esforços em seu favor, indicam quanto Deus os ama e deseja salvá-los. Só têm de seguir-Lhe os conselhos e fazer Sua vontade, para herdarem a vida eterna. Deus põe os pecados diante de Seu povo errante, a fim de que os vejam em toda a sua enormidade à luz da verdade divina. É seu dever então a eles renunciar para sempre. Deus é tão poderoso hoje para salvar do pecado, como o era nos tempos patriarcais, de Davi e dos profetas e apóstolos. 

A multidão de casos registrados na história sagrada em que o Senhor livrou Seu povo das iniqüidades deles, deve tornar os cristãos de hoje ansiosos de receberem as instruções divinas, e zelosos de aperfeiçoarem um caráter que suporte a íntima inspeção do juízo. ... As palavras da Inspiração confortam e animam a alma errante. Se bem que os patriarcas e os apóstolos fossem sujeitos às fragilidades humanas, obtiveram, pela fé, boa reputação, combateram seus combates na força do Senhor, e venceram gloriosamente. Assim, podemos confiar na virtude do sacrifício expiatório, e ser vencedores no nome de Jesus. A humanidade é a humanidade em todo o mundo, desde os tempos de Adão, até à geração atual; e o amor de Deus é, através de todos os séculos um amor incomparável. (Refletindo a Cristo, pg. 56 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 20 de abril de 2026

PRINCÍPIOS QUE SUSTENTAM A LEI DE DEUS.


 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus. (Mat. 5:3).

No Sermão da Montanha, Cristo transmitiu luz e verdade, e fixou princípios que se aplicam a cada condição de vida e a cada obrigação que Deus requer de nossas mãos. Cristo viera para engrandecer e honrar a lei que Ele próprio proclamara do Monte Sinai ao Seu povo escolhido, durante sua peregrinação pelo deserto. ... Em todas as Suas lições Cristo procurava gravar na mente e coração de Seus ouvintes os princípios que sustentam a Sua grande norma de justiça. Ele lhes ensinava o fato de que se guardassem os mandamentos de Deus, deveria manifestar-se em sua vida diária o amor a Deus e ao próximo. Procurava instilar em seu coração o amor que Ele sentia pela humanidade. Assim Ele semeava as sementes da verdade, cujos frutos produziriam uma rica colheita de santidade e beleza de caráter. Essa santa influência terá não apenas alcance enquanto o tempo durar, mas seus resultados serão sentidos por toda a eternidade. 

Ela santificará as ações e exercerá uma influência purificadora onde quer que exista. Assentado sobre o monte, cercado por Seus discípulos e uma grande... multidão, Jesus "passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus". Mat. 5:3. Estes não são os que murmuram e reclamam, mas os que estão contentes com suas condições de vida. Eles não nutrem o sentimento de que merecem uma posição melhor do que aquela que a Providência lhes designou, mas manifestam um espírito de gratidão por todo e qualquer favor que lhes é prestado. Todo pensamento orgulhoso e sentimento de exaltação é banido da mente. ... Os que são verdadeiramente santificados têm percepção de sua própria fraqueza. Sentindo sua necessidade, eles vão a Jesus em busca de luz, graça e força, pois nEle habita toda a plenitude, e unicamente Ele pode suprir suas necessidades. 

Cônscios de suas próprias imperfeições, eles procuram se tornar mais semelhantes a Cristo, e a viver de conformidade com os princípios de Sua santa lei. Este contínuo senso de inaptidão os levará a uma tal dependência de Deus, que Seu Espírito será neles revelado. Os tesouros do Céu serão abertos para suprir as necessidades de toda alma faminta e sedenta. A todos os que possuem um tal caráter é dada a certeza de que um dia contemplarão a glória daquele reino que a imaginação pode apenas palidamente alcançar. ... O modelo que o cristão deve conservar diante de si é a pureza e encanto do caráter de Cristo. Dia a dia poderá ele revestir-se de mais beleza, e refletir para o mundo mais e mais a imagem divina. (Refletindo a Cristo, pg. 53 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 16 de abril de 2026

FIRMADA NA CRUZ A AUTORIDADE DE DEUS.


Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto. (Mat. 4:10).

Satanás procurou dar a entender que estava trabalhando pela liberdade do Universo. Ele estava decidido a elaborar argumentos tão variados, tão enganosos e traiçoeiros, que todos ficariam convencidos de que a lei de Deus era arbitrária. Mesmo pendurado na cruz, e afligido por Satanás com suas mais ferozes tentações, Cristo foi vitorioso. ... Exalando o Seu último suspiro, exclamou: "Está consumado." João 19:30. A batalha havia sido ganha. ... O sangue inocente havia sido derramado pelo culpado. Pela vida que Ele deu, o homem foi resgatado da morte eterna, e selado o destino daquele que tinha o poder da morte. Unicamente com a morte de Cristo é que o caráter de Satanás foi claramente revelado aos anjos e aos mundos não caídos. Então as mentiras e acusações daquele que havia sido outrora um anjo exaltado, foram vistas em sua verdadeira luz. 

Viu-se que o seu caráter professamente imaculado era enganoso. Seus planos, traçados pormenorizadamente a fim de exaltar-se supremamente, foram discernidos em sua totalidade. Suas falsidades ficaram claras a todos. A autoridade de Deus foi para sempre confirmada. A verdade triunfou sobre a mentira. A imutabilidade da lei de Deus foi demonstrada não apenas às mentes de umas poucas criaturas finitas neste mundo, mas às mentes de todos os habitantes do universo celestial. A conduta de Satanás contra Cristo foi anunciada a todos os mundos. Quando a questão foi finalmente decidida, todos os seres não caídos ficaram indignados com a rebelião. A uma só voz exaltaram a Deus como justo, misericordioso e abnegado. ... O universo celestial havia testemunhado as armas escolhidas pelo Príncipe da Vida - as palavras da Escritura: "Está escrito", e as armas utilizadas pelo príncipe do mundo - mentira e engano. 

Viram o Príncipe da Vida conduzir-Se dentro dos parâmetros retilíneos da verdade, honestidade, e integridade, enquanto o príncipe deste mundo exercia o seu poder de astúcia, manha, intriga, inimizade, e vingança. Viram Aquele que portava o estandarte da verdade sacrificar tudo, até mesmo Sua vida, a fim de sustentar a verdade, enquanto aquele que portava o estandarte da rebelião continuava a intensificar suas acusações contra o Deus da verdade. Os mundos não caídos e o próprio Céu estavam assombrados com a longanimidade divina. ... O Senhor demonstrara a Sua sabedoria e justiça em expulsar Satanás do Céu. ... Todos os seres não caídos estão agora unidos em considerar a lei de Deus como imutável... Sua lei tem-se provado perfeita. Seu governo está para sempre seguro. (Refletindo a Cristo, pg 52 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 13 de abril de 2026

DEUS REVELA SUA JUSTIÇA E AMOR.


O cumprimento da lei é o amor. (Rom. 13:10).

Após a queda de nossos primeiros pais, Cristo declarou que para salvar o homem, da penalidade do pecado, Ele viria ao mundo a fim de vencer Satanás no próprio terreno do inimigo. O conflito que começara no Céu deveria continuar na Terra. Neste conflito haveria muita coisa envolvida. Grandes interesses estavam em jogo. Perante os habitantes do universo celestial deveriam ser respondidas as questões: "É a lei de Deus imperfeita, e necessita de emendas ou revogação, ou é imutável? Necessita ser modificado o governo de Deus, ou é ele estável?" Antes do primeiro advento de Cristo, o pecado de recusar submeter-se à lei de Deus se havia difundido. Aparentemente, o poder de Satanás estava aumentando; sua luta contra o Céu estava se tornando mais e mais decidida. O momento decisivo havia chegado. 

Os anjos celestiais observavam com intenso interesse os movimentos de Deus. Sairia Ele de Seu lugar a fim de punir os habitantes do mundo por sua iniqüidade? Enviaria Ele fogo ou inundação para destruí-los? Todo o Céu esperava a ordem de seu Comandante para derramar as taças da ira sobre um mundo rebelde. Uma palavra Sua, um sinal, e o mundo teria sido destruído. Os mundos não caídos teriam dito: "Amém. Justo és, ó Deus, porque exterminaste a rebelião." Mas "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16. Deus poderia ter enviado o Seu Filho para condenar, mas O enviou para salvar. Cristo veio como Redentor. Não há palavras para descrever o efeito dessa atitude sobre os anjos celestiais. Com assombro e admiração eles puderam apenas exclamar: "Nisto consiste o amor!" 

Cristo iniciou Sua missão de misericórdia, e desde a manjedoura até a cruz foi atacado pelo inimigo. Satanás disputou cada polegada de terreno, exercendo todo o seu poder na tentativa de vencer a Cristo. Tentação após tentação O açoitaram como uma tempestade. Mas quanto mais impiedosamente elas O golpeavam, mais firmemente o Filho de Deus Se apegava à mão de Seu Pai e avançava na ensangüentada trilha. A severidade do conflito pelo qual Cristo passou foi proporcional à imensidão dos interesses envolvidos em Seu sucesso ou fracasso. ... Satanás procurou destronar a Cristo, a fim de que ele pudesse continuar a reinar neste mundo como senhor absoluto. ... O Pai, o Filho, e Lúcifer foram revelados em sua verdadeira relação um para com o outro. Deus deu provas inequívocas de Sua justiça e de Seu amor. (Regfletindo a Cristo, pg. 50 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A LEI, COMO UM ESPELHO, REVELA O PECADO.


Aquele, entretanto, que guarda a Sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nEle. (I João 2:5).

Deus tem uma norma de justiça pela qual Ele mede o caráter. Esta norma é Sua santa lei, que nos é dada como regra de vida. Somos solicitados a cumprir com seus requisitos, e quando o fazemos, honramos tanto a Deus como a Jesus Cristo, pois Deus deu a lei, e Cristo morreu para engrandecê-la, e enobrecê-la. Diz Ele: "Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço." João 15:10. ... "O mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." I João 2:17.

Há muitos ouvintes, mas poucos praticantes das palavras de Cristo. Suas palavras podem ser teoricamente aceitas, mas se elas não ficarem gravadas na mente, e entretecidas na vida, elas não terão um efeito santificador sobre o caráter. Aceitar a verdade é uma coisa, e praticá-la na vida diária é outra bem diferente. A Palavra de Deus não desperta uma resposta de gratidão da parte dos que ouvem apenas. O mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento" (Luc. 10:27) é reconhecido como sendo justo, mas não suas exigências; seus princípios não são praticados.

Somos pecaminosos, e incapazes por nós próprios de praticar as palavras de Cristo. Mas Deus fez uma provisão, através da qual o pecador condenado pode ficar livre de qualquer mancha. "Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo." I João 2:1. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." I João 1:9. Mas enquanto Cristo salva o pecador, Ele não remove a lei que condena o pecador. ... A lei nos mostra os pecados, da mesma maneira que um espelho nos mostra que nosso rosto não está limpo. O espelho não pode limpar o rosto; esta não é sua finalidade.

Assim também com a lei. Ela aponta nossos defeitos, e nos condena, mas não tem poder para salvar-nos. Precisamos ir a Cristo, a fim de obter perdão. Ele tomará nossa culpa sobre Si, e nos justificará perante Deus. E Ele não apenas nos libertará do pecado, mas nos dará poder para obedecer à vontade de Deus. Hoje em dia, muitos estabelecem normas próprias, pensando ganhar o Céu apesar de negligenciarem a vontade de Deus. Mas os tais estão edificando sobre a areia. São apenas ouvintes. ... Nossa salvação custou a vida do Filho de Deus, e Deus requer que edifiquemos nosso caráter sobre um alicerce que resista ao teste do juízo. (Refletindo a Cristo, pg. 47 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 6 de abril de 2026

CRISTO VEIO PARA ENGRANDECER A LEI.


 Foi do agrado do Senhor, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a Lei e fazê-la gloriosa.        (Isa. 42:21).

Através das artimanhas do grande apóstata, o homem foi levado a separar-se de Deus, cedendo às tentações do adversário de Deus e do homem, cometendo pecado e quebrantando a lei do Altíssimo. Deus não podia alterar um jota ou um til de Sua santa Lei a fim de aceitar o homem em Sua condição caída, pois isto lançaria descrédito sobre a sabedoria de Deus em estabelecer uma lei através da qual governar o Céu e a Terra. Mas Deus podia dar o Seu Filho unigênito para Se tornar o Substituto e fiador do homem, para sofrer a penalidade merecida pelo transgressor, e creditar à pessoa arrependida Sua justiça perfeita. Cristo Se tornou o sacrifício imaculado em favor de uma raça culpada, tornando os homens prisioneiros da esperança, de modo que, por intermédio do arrependimento perante Deus, por terem quebrantado Sua santa Lei, e por meio da fé em Cristo como seu Substituto, 

Fiador e Justiça, eles possam ser trazidos de volta à lealdade a Deus e obediência a Sua santa Lei. ... A vida e morte de Cristo em favor do homem pecaminoso tiveram o objetivo de restaurar o pecador ao favor divino, imputando-lhe a justiça que satisfaria as exigências da lei, e encontraria aceitação por parte do Pai. Mas o objetivo de Satanás sempre foi o de anular a Lei de Deus e perverter o verdadeiro significado do plano da salvação. Ele, portanto, deu origem ao falso ensino de que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário tinha por objetivo libertar o homem da obrigação de guardar os mandamentos de Deus. Ele transmitiu ao mundo o engano de que Deus abolira Sua constituição, desprezara Sua Lei Moral, e anulara Sua santa e perfeita Lei. Que terrível preço teria sido pago pelo Céu se Ele tivesse feito isto! 

Em vez de proclamar a abolição da lei, a cruz do Calvário proclama em som ribombante o seu caráter imutável e eterno. Pudesse a Lei de Deus ter sido abolida, e mantido o governo do Céu, da Terra, e dos inumeráveis mundos, Cristo não precisaria ter morrido. A morte de Cristo devia esclarecer para sempre a questão da validade da lei de Jeová. Tendo sofrido a penalidade total de um mundo culpado, Jesus Se tornou o Mediador entre Deus e o homem, a fim de restaurar a alma arrependida ao favor divino por meio da graça que lhe é concedida para guardar a lei do Altíssimo. Cristo veio não para destruir a lei ou os profetas, mas para cumpri-los à risca. A expiação do Calvário reivindicou a lei de Deus como sendo santa, justa e verdadeira, não apenas perante o mundo caído, mas perante o Céu e os mundos não caídos. (Refletindo a Cristo, pg. 45 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 2 de abril de 2026

RESPONSABILIDADE EM OBEDECER À LEI.


Todos os Teus mandamentos são justiça. (Sal. 119:172).

O Espírito de Deus nos guiará no caminho dos mandamentos, pois a promessa é a de que "quando vier... o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade". João 16:13. Devemos provar os espíritos pelo teste da Palavra de Deus, pois há muitos espíritos no mundo. "À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva." Isa. 8:20... Deus responsabiliza a cada um de nós individualmente, e nos convida a servi-Lo por princípio, a escolhê-Lo por nós mesmos. ... Deus não dará pouca importância à transgressão de Sua Lei. "O salário do pecado é a morte." Rom. 6:23. As conseqüências da desobediência provam que a natureza do pecado é de inimizade contra o bem-estar do governo de Deus e o bem de Suas criaturas. 

Deus é um Deus zeloso, que visita os pecados dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que O aborrecem; mas Ele demonstra misericórdia a milhares daqueles que O amam e guardam os Seus mandamentos. Os que se arrependem e se voltam para o Seu serviço, encontram o favor do Senhor; e Ele perdoa todas as suas iniqüidades e cura todas as suas doenças. Na sistemática terrestre, o servo que procura do modo mais diligente cumprir as exigências de seu cargo e executar a vontade de seu patrão, é extremamente valorizado. Certa vez um homem quis empregar um cocheiro de confiança. Vários homens se apresentaram em resposta ao seu anúncio. Ele perguntou a cada um deles quão próximo da beira de certo precipício poderia conduzir a carruagem sem tombá-la. 

Um após o outro responderam que poderiam aproximar-se bastante do perigo. Finalmente, um deles respondeu que se manteria o mais afastado possível dessa arriscada missão. Este último foi admitido para ocupar o cargo. Terá o homem maior apreço por um bom servo do que nosso Pai celestial? Não devemos estar ansiosos para ver o quanto podemos nos afastar dos mandamentos de Deus e prevalecer-nos da misericórdia do Legislador, e gabar-nos de que ainda estamos dentro dos limites da paciência divina; ao contrário, nossa preocupação deve ser a de manter-nos tão afastados quanto possível da transgressão. Devemos estar decididos a ficar do lado de Cristo e nosso Pai celestial, e a não correr riscos por presunção irrefletida. ... Devemos engrandecer os preceitos divinos através de nossas palavras e ações. Aquele que honra a lei, será por ela honrado no juízo.(Refletindo a Cristo, pg. 44 - MM 186). gsantos

segunda-feira, 30 de março de 2026

A LEI DE DEUS É IMUTÁVEL.


Chegou o momento de ser julgad A Lei de Deus é Imo este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo. (João 12:31 e 32).

Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado - pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada. ... Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isto apenas que Cristo veio à Terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ela ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o Universo. 

Para este resultado de Seu grande sacrifício, ou seja, a influência do mesmo sobre os entes de outros mundos, bem como sobre o homem, olhou antecipadamente o Salvador quando precisamente antes de Sua crucifixão disse: "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo." João 12:31 e 32. O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem, não somente tornaria o Céu acessível à humanidade, mas perante todo o Universo justificaria a Deus e Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus, e revelaria a natureza e os resultados do pecado. Desde o princípio a grande controvérsia fora a respeito da lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do Universo exigia que ela fosse mudada. 

Atacando a lei, visava ele subverter a autoridade de seu Autor. Mostrar-se-ia no conflito se os estatutos divinos eram deficientes e passíveis de mudança, ou perfeitos e imutáveis. ... O Céu observou o insulto e zombaria que Ele recebeu, e sabia que isto foi por instigação de Satanás. ... Observaram a batalha entre a luz e as trevas, enquanto a mesma se tornava mais forte. E ao clamar Cristo em Sua aflição mortal sobre a cruz: "Está consumado" (João 19:30), um brado de triunfo repercutiu por todos os mundos, e pelo próprio Céu. ... Havia Satanás revelado seu verdadeiro caráter... O próprio fato de que Cristo suportou a pena da transgressão do homem, é um poderoso argumento a todos os seres criados, de que a lei é imutável; que Deus é justo, misericordioso, e abnegado; e que a justiça e misericórdia infinitas unem-se na administração de Seu governo. (Refletindo a Cristo, pg. 42 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 26 de março de 2026

PECADORES POSTOS EM HARMONIA COM A LEI.


Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a  fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Rom. 8:3 e 4).

A lei revela ao homem os seus pecados, mas não provê remédio. Ao mesmo tempo que promete vida ao obediente, declara que a morte é o quinhão do transgressor. Unicamente o evangelho de Cristo o pode livrar da condenação ou contaminação do pecado. Deve ele exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja lei transgrediu, e fé em Cristo, seu sacrifício expiatório. Obtém assim "remissão dos pecados passados", e se torna participante da natureza divina. É filho de Deus, tendo recebido o espírito de adoção, pelo qual clama: "Aba, Pai!" Estaria agora na liberdade de transgredir a lei de Deus? Diz Paulo: "Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei." Rom. 3:31 

"Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"  Rom. 6:2. E João declara: "Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos."   I João 5:3. No novo nascimento o coração é posto em harmonia com Deus, ao colocar-se em conformidade com a Sua lei. Quando esta poderosa transformação se efetua no pecador, passou ele da morte para a vida, do pecado para a santidade, da transgressão e rebelião para a obediência e lealdade. Terminou a velha vida de afastamento de Deus, começando a nova vida de reconciliação, de fé e amor. Então, "a justiça da lei" se cumpre "em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito". Rom. 8:4. E a linguagem da alma será: "Oh! Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação em todo o dia." Sal. 119:97. 

"A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma." Sal. 19:7. Sem a lei os homens não têm uma concepção justa da pureza e santidade de Deus, ou da culpa e impureza deles mesmos. Não têm verdadeira convicção do pecado, e não sentem necessidade de arrependimento. Não vendo a sua condição perdida, como transgressores da lei de Deus, não se compenetram da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança de salvação é aceita sem a mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e unem-se às igrejas multidões que nunca se uniram a Cristo. ... Pela Palavra e Espírito de Deus se revelam aos homens os grandes princípios de justiça incorporados em Sua lei. (Refletindo a Cristo, pg. 39 -MM 1986). gsantos

segunda-feira, 23 de março de 2026

CRISTO - CONDUTO DA GRAÇA SALVADORA.

Porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. (Col. 2:9).

Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. ... Baixando a tomar sobre Si a humanidade, Cristo revelou um caráter exatamente oposto ao de Satanás. ... Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. "Pelas Suas pisaduras fomos sarados." Isa. 53:5. Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. 

Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. ... Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. ... Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o "Filho do homem", que partilha do trono do Universo. É o "Filho do homem", cujo nome será "Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Isa. 9:6. ... Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. 

O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor. ... Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter. A rebelião não se levantará segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união.  A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. ... Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. (Refletindo a Cristo, pg. 37 MM 1986). gsantos

quinta-feira, 19 de março de 2026

CRISTO REVELOU AS RIQUEZAS DO CÉU.


O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-Me a curar os quebrantados de coração. (Isa. 61:1).

Jamais houve um evangelista como Cristo. Ele era a majestade do Céu, mas humilhou-Se para tomar nossa natureza, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava. A todos, ricos e pobres, livres e servos, Cristo, o Mensageiro do concerto, trouxe as boas novas de salvação. Sua fama como o grande Operador de curas espalhou-se por toda a Palestina. Os enfermos iam para os lugares por onde Ele devia passar, a fim de poderem encontrar auxílio. Iam também muitas criaturas ansiosas de Lhe ouvir as palavras e receber o toque de Sua mão. Assim ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o evangelho e curando os enfermos - o Rei da glória na humilde veste humana. Assistia às grandes festas anuais da nação, e falava das coisas celestes às multidões absortas nas cerimônias exteriores, trazendo a eternidade ao alcance de sua visão. 

Dos celeiros da sabedoria tirava tesouros para todos. Falava-lhes em linguagem tão simples que não podiam deixar de entender. Por métodos inteiramente Seus, ajudava a todos quantos se achavam em aflição e dor. Com graça  e cortesia, ajudava a alma enferma de pecado, levando-lhe saúde e vigor. ... Que vida atarefada levou Ele! Dia a dia podia ser visto entrando nas humildes habitações da miséria e da dor, dirigindo palavras de esperança aos abatidos, e de paz aos aflitos. Cheio de graça, sensível e clemente, andava erguendo os desfalecidos e confortando os tristes. Aonde quer que fosse, levava bênçãos. Enquanto ajudava os pobres, Jesus estudava também os meios de atingir os ricos. Procurava travar relações com o rico e culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. 

Aceitava-lhes os convites, assistia a suas festas, tornava-Se familiar com os interesses e ocupações deles, ... a fim de obter acesso ao seu coração, e revelar-lhes as imperecíveis riquezas. Cristo veio a este mundo para mostrar que, mediante o recebimento de poder do alto, o homem pode levar vida imaculada. Com incansável paciência e assistência compassiva, ia ao encontro dos homens nas suas necessidades. Pelo suave contato da graça, bania da alma o desassossego e a dúvida, transformando a inimizade em amor e a incredulidade em confiança. ... Ao som de Sua voz, fugia do coração o espírito de avidez e ambição, e os homens levantavam-se, libertos, para seguir o Salvador. (Refletindo a Cristo, pg. 35 - MM 1986). gsantos 

segunda-feira, 16 de março de 2026

JESUS ESTABELECEU UM MODELO DE CARÁTER.

Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em glória. (Col. 3:3 e 4).

Deixai vossa luz brilhar em boas obras. Disse Cristo: "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens." Mat. 5:13. Temo que haja muitos nessa condição. Nem todos têm a mesma obra a fazer; circunstâncias e talentos diferentes qualificam os indivíduos para diferentes tipos de trabalho na vinha do Senhor. Há alguns que ocupam cargos de mais responsabilidade do que outros, mas a cada um é designado um trabalho, e o indivíduo que o executa com fidelidade e zelo, é um fiel mordomo da graça de Deus. Deus não pretende que a vossa luz brilhe a fim de que vossas palavras ou atos atraiam o louvor dos homens para vós mesmos, e sim, para que o Autor de toda boa obra seja glorificado e exaltado. Jesus, em Sua vida, deu aos homens um modelo de caráter. 

Quão pequena foi a influência que o mundo teve sobre Ele, para tentar modelá-Lo segundo o seu padrão! Toda a sua influência foi em vão. Disse Ele: "A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra." João 4:34. Se tivéssemos tal devoção pela obra de Deus, realizando-a com o olhar voltado exclusivamente para a Sua glória, seríamos capazes de dizer com Cristo: "Eu não procuro a Minha própria glória." João 8:50. Sua vida era cheia de boas obras, e é nosso dever viver como nosso grande Exemplo viveu. Nossa vida deve estar escondida com Cristo em Deus, e então a luz será refletida de Jesus para nós, e nós a refletiremos sobre os que nos cercam, não apenas no falar e no professar, mas em boas obras, e no manifestar o caráter de Cristo. Os que estão refletindo a luz de Deus manifestarão uma disposição amável. 

Serão joviais, bem dispostos, obedientes a todos os requisitos divinos. Serão mansos e abnegados, e trabalharão com amor dedicado em favor da salvação de pessoas. Todos os que são verdadeiros portadores de luz hão de refleti-la sobre o caminho alheio. Que todos aqueles que ostentam o nome de Cristo abandonem a iniqüidade. Se vos submeterdes às reivindicações divinas, e vos tornardes permeáveis ao Seu amor, e cheios da Sua plenitude, as crianças, os jovens, e os novos discípulos olharão para vós a fim de terem uma idéia do que constitui a religião prática; e assim podereis ser o instrumento que os conduzirá à senda da obediência a Deus. Exercereis então uma influência que resistirá ao teste divino, e vossa obra será comparada ao ouro, prata, e pedras preciosas, pois será de natureza imperecível. (Refletindo a Cristo, pg. 33 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 12 de março de 2026

CRISTO - NOSSO EXEMPLO DE HUMILDADE.

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. (Efés. 5:1).

Os vigias de Deus não devem estudar meios de agradar ao povo, nem ouvir suas palavras, nem expressá-las; devem antes ouvir o que diz o Senhor, e qual é Sua mensagem para o povo. Se se basearem em sermões preparados anos atrás, poderão deixar de atender às necessidades do momento. Seu coração deve estar aberto para que o Senhor possa impressionar a mente, e então terão condições de transmitir ao povo a preciosa verdade acolhedora do Céu. ... Há ao mesmo tempo muito pouco do Espírito e poder de Deus no trabalho dos vigias. O Espírito que caracterizou a maravilhosa reunião no dia de Pentecoste, está esperando a fim de manifestar o Seu poder sobre os homens que agora se acham colocados entre os vivos e os mortos, como embaixadores de Deus. O poder que tão fortemente sacudiu o povo no movimento de 1844 se revelará novamente. 

A mensagem do terceiro anjo irá avante, não em voz baixa, mas num alto clamor. Muitos que professam possuir grande luz estão andando em fagulhas de seu brilho. Eles precisam ungir os seus lábios com a brasa viva do altar, para que possam difundir a verdade como homens inspirados... Se Cristo tivesse vindo na majestade de um rei, com a pompa que acompanha os grandes homens da Terra, muitos O teriam aceito. Mas Jesus de Nazaré não ofuscou os sentidos com uma exibição de glória externa, a fim de fazer disto a base de sua reverência. Ele veio como um homem humilde, a fim de ser Mestre e Modelo, bem como Redentor da humanidade. Tivesse Ele incentivado a pompa, e sido seguido por uma comitiva de grandes homens da Terra, como poderia Ele ter ensinado humildade? Como poderia Ele ter apresentado as verdades candentes que ensinou em Seu Sermão da Montanha? 

Seu exemplo foi tal, que Ele deseja ser imitado por Seus seguidores. Onde ficaria a esperança dos humildes desta vida se Ele tivesse vindo em exaltação, e vivido como um rei na Terra? Jesus conhecia as necessidades do mundo melhor do que eles próprios. Ele não veio como um anjo, revestido da armadura celestial, mas como homem. No entanto, com Sua humildade se achavam combinados inerente poder e grandeza que espantaram os homens que O amaram. Embora possuindo tal amabilidade e modesta aparência, Ele andava entre eles com a dignidade e poder de um rei de origem celeste. As pessoas ficavam assombradas, confusas. Tentavam arrazoar sobre o assunto, mas não se mostrando dispostas a renunciar a suas próprias idéias, cederam lugar a dúvidas e se apegaram à velha expectativa de um Salvador que viria em grandeza terrena. (Refletindo a Cristo, pg. 32 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 9 de março de 2026

CRISTO - PERFEITO EXEMPLO PARA TODOS.


 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Luc. 2:52)

O homem caiu. A imagem de Deus nele se acha deformada. Por causa da desobediência ele se tornou depravado em suas inclinações e debilitado em suas faculdades, aparentemente incapaz de esperar qualquer outra coisa além de tribulação e castigo. Mas Deus, por intermédio de Cristo, planejou um escape, e diz a todos: "Portanto, sede vós perfeitos." Mat. 5:48. O Seu propósito é que o homem seja correto e digno diante dEle, e assim o Seu plano não será frustrado. Ele enviou o Seu Filho a este mundo a fim de pagar a penalidade do pecado, e mostrar ao homem como viver uma vida sem pecado. Cristo é o nosso ideal. Ele deixou um exemplo perfeito para as crianças, os jovens e os adultos. Ele veio à Terra e passou pelas diferentes fases da experiência humana. Em Sua vida o pecado não encontrou lugar. Do início ao fim de Sua vida terrena, Ele manteve pura Sua lealdade a Deus. 

As Escrituras dizem dEle: "Crescia o menino e Se fortalecia, enchendo-Se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele." Luc. 2:40. Ele crescia "em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens". Luc. 2:52. O Salvador não viveu para a satisfação de Si mesmo. ... Não possuía lar neste mundo, exceto quando a bondade de Seus amigos Lhe providenciava um; no entanto, era divinal estar em Sua presença. Dia a dia Ele enfrentava as provações e tentações, mas não fracassou nem ficou desanimado. Era sempre paciente e bem disposto, e os angustiados O aclamavam como um mensageiro de vida, paz e saúde. Nada havia em Sua vida que não fosse puro e nobre. ... A promessa de Deus é: "E sereis santos, porque Eu sou santo." Lev. 11:44. A santidade é o reflexo da glória de Deus. Mas para refletirmos esta glória, precisamos cooperar com Deus. O coração e a mente precisam esvaziar-se de tudo que conduz ao erro. 

A Palavra de Deus precisa ser lida e estudada com um sincero desejo de obter dela força espiritual. Esta Palavra é o Pão do Céu. Os que a recebem e a tornam uma parte de sua vida, se fortalecem em Deus. Nossa santificação é o objetivo de Deus em toda a Sua conduta conosco. Ele nos escolheu desde a eternidade, para que sejamos santos. Cristo declara: "Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação." I Tess. 4:3. Será também a sua vontade, que os seus desejos e inclinações sejam mantidos em conformidade com a vontade divina? ... O viver a vida do Salvador, o superar cada desejo egoísta, cumprindo corajosa e alegremente nosso dever para com Deus e para com aqueles que nos cercam, nos torna mais do que vencedores. Isso nos prepara para permanecer em pé diante do grande trono branco, livres de qualquer mácula ou ruga, após termos lavado nossas vestes no sangue do Cordeiro. (Refletindo a Cristo, pg. 29 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 5 de março de 2026

CRISTO - NOSSO EXEMPLO EM TUDO.

A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens. (João 1:4).

A ética apontada pelo evangelho não reconhece outro padrão senão a perfeição da mente e da vontade de Deus. A imperfeição de caráter é pecado, e pecado é transgressão da lei. Todos os atributos virtuosos do caráter se concentram em Deus, formando um todo harmonioso e perfeito. Toda pessoa que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal tem o privilégio de possuir estes atributos. Esta é a ciência da santidade. Quão gloriosas são as possibilidades que se deparam à raça caída! Por intermédio de Seu Filho, Deus revelou a excelência que o homem é capaz de atingir. Através dos méritos de Cristo, o homem é erguido de sua condição depravada, purificado, e tornado mais precioso que as barras de ouro de Ofir. Ele tem possibilidade de se tornar companheiro dos anjos na glória, e de refletir a imagem de Jesus Cristo, resplandecendo mesmo no magnificente esplendor do trono eterno. 

Ele tem o privilégio de aceitar pela fé o fato de que através do poder de Cristo ele se tornará imortal. Entretanto, quão raras vezes ele compreende as alturas a que poderia chegar se permitisse que Deus dirigisse cada passo seu! Deus permite que cada ser humano exerça sua individualidade. Ele não deseja que ninguém submerja sua mente na de outro mortal. Os que desejam ser transformados na mente e no caráter não devem contemplar os homens, mas o Exemplo divino. Deus estende o convite: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus". Filip. 2:5. Pela conversão e transformação os homens poderão receber a mente de Cristo. Cada pessoa deve apresentar-se diante de Deus com uma fé individual e uma experiência também individual, sabendo por si mesmo que Cristo, a esperança de glória, habita em seu ser. 

Imitar o exemplo de algum homem - mesmo que o consideremos quase perfeito em caráter - seria depositar nossa confiança num ser humano com defeitos, e que é incapaz de transmitir um jota ou um til de perfeição. Como nosso Exemplo, temos Alguém que é tundo do em todos, o primeiro entre milhares de milhares, e cuja excelência é incomparável. Ele bondosamente adaptou Sua vida para servir de imitação universal. Unidos em Cristo estavam riqueza e pobreza; majestade e degradação; poder ilimitado e humildade, a qual se refletirá em toda pessoa que O recebe. NEle, através das qualidades e faculdades da mente humana, foi revelada a sabedoria do maior Mestre que o mundo já conheceu. Deus está nos desenvolvendo como testemunhas vivas perante o mundo, a fim de mostrar o que homens e mulheres podem se tornar por meio da graça de Cristo. (Refletindo a Cristo, pg. 27 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 2 de março de 2026

O SALVADOR E O LADRÃO NA CRUZ.

Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino. (Luc. 23:42).

A Cristo, em Sua agonia na cruz, sobreveio um raio de conforto. Foi a súplica do ladrão arrependido. Ambos os homens que estavam crucificados com Jesus, a princípio O injuriaram; e um deles, sob os sofrimentos, tornara-se cada vez mais desesperado e provocante. Assim não foi, porém, com o companheiro. Este não era um criminoso endurecido; extraviara-se por más companhias, mas era menos culpado que muitos dos que ali se achavam ao pé da cruz, injuriando o Salvador. Vira e ouvira Jesus, e ficara convencido, por Seus ensinos, mas dEle fora desviado pelos sacerdotes e príncipes. Procurando abafar a convicção, imergira mais e mais fundo no pecado, até que foi preso, julgado como criminoso e condenado a morrer na cruz. No tribunal e a caminho para o Calvário, estivera em companhia de Jesus. Ouvira Pilatos declarar: "Não acho nEle crime algum." João 19:4. 

Notara-Lhe o porte divino, e Seu piedoso perdão aos que O atormentavam. Na cruz, vê os muitos grandes doutores religiosos estenderem desdenhosamente a língua, e ridicularizarem o Senhor Jesus. Vê o menear das cabeças. Ouve a ultrajante linguagem repetida por seu companheiro de culpa. "Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também." Luc. 23:39. Ouve, entre os transeuntes, muitos a defenderem Jesus. Ouve-os repetindo-Lhe as palavras, narrando-Lhe as obras. Volve-lhe a convicção de que Este é o Cristo. ... E agora, todo poluído pelo pecado como se acha, a história de sua vida está a findar. "E nós, na verdade, com justiça", geme ele, "porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas Este nenhum mal fez." Luc. 23:41. Pensamentos estranhos, ternos, surgem agora. 

Evoca tudo quanto ouvira de Jesus, como Ele curara os doentes e perdoara os pecados. ... O Espírito Santo ilumina-lhe a mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das provas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desamparada, moribunda alma atira-se sobre o agonizante Salvador. "Senhor, lembra-Te de mim, quando vieres no Teu reino." Luc. 23:42. Versão Trinitariana. A resposta veio pronta. Suave e melodioso o acento, cheias de amor, de compaixão e de poder as palavras: "Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso." Luc. 23:43.Coração anelante, estivera atento a ver se ouvia alguma expressão de fé da parte dos discípulos. ... Quão grata foi, pois, ao Salvador a declaração de fé e amor do ladrão prestes a morrer! (Refletindo a Cristo, pg, 26 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

REVELAR O ESPÍRITO E O PODER DE CRISTO.


Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. (João 7:46).

Quando Jesus proferiu o Sermão da Montanha, Seus discípulos se aglomeraram em torno dEle, e a multidão, cheia de intensa curiosidade, também procurou se aproximar o máximo possível. Esperava-se algo fora do comum. Rostos ansiosos e disposição atenta evidenciavam o mais profundo interesse. A atenção de todos parecia fixa no Orador. Seus olhos estavam iluminados de inefável amor, e a expressão celestial em Seu semblante emprestava significado especial a cada palavra pronunciada. Anjos do Céu se achavam presentes em meio à multidão atenta. Ali estava, também, o adversário das pessoas, com seus anjos maus, preparados para neutralizar, tanto quanto possível, a influência do Mestre celestial. As verdades ali enunciadas atravessaram os séculos e têm sido uma luz em meio às trevas generalizadas do erro. Muitos têm encontrado nelas o que o coração mais necessita - um firme alicerce de fé e prática. 

Mas nessas palavras emitidas pelo maior Mestre que o mundo já conheceu, não há ostentação de eloquência humana. A linguagem é simples, e os pensamentos e sentimentos se caracterizam por sua extrema simplicidade. Os pobres, os incultos, os mais ignorantes conseguem compreendê-las. O Senhor do Céu Se dirigia em misericórdia e bondade às pessoas que viera salvar. Ele as ensinava como tendo autoridade, falando palavras que continham vida eterna. Todos devem imitar o Modelo o máximo possível. Embora não possam ter a mesma percepção de poder que Jesus possuía, eles podem de tal modo ligar-se à Fonte de poder que Jesus poderá neles habitar, e eles nEle, e assim Seu espírito e poder serão neles revelados. Andai na luz como Ele está na luz. É o mundanismo e o egoísmo que nos separam de Deus. 

As mensagens vindas do Céu são de natureza tal que despertam oposição. As fiéis testemunhas de Cristo e da verdade reprovarão o pecado. Suas palavras serão como um martelo a quebrar o coração empedernido, como um fogo a consumir matéria inútil. Há necessidade constante de fervorosas e decididas mensagens de advertência. Deus deseja ter homens fiéis ao dever. Na ocasião apropriada Ele envia Seus fiéis mensageiros para fazerem uma obra semelhante à de Elias. Homens da mais elevada educação em ciências e artes, têm aprendido preciosas lições de cristãos de condição humilde, classificados pelo mundo como ignorantes. Mas esses obscuros discípulos haviam recebido educação na mais alta das escolas. Tinham-se sentado aos pés dAquele que falava "como nunca homem algum falou". João 7:46. (Refletindo a Cristo, pg. 24 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CRISTO, NOSSO EXEMPLO DE CORTESIA.


Sede... misericordiosos e afáveis. (I Ped. 3:8).

Os que trabalham para Cristo devem ser retos e fidedignos, firmes como uma rocha aos princípios, e ao mesmo tempo, bondosos e corteses. A cortesia é uma das graças do Espírito. Lidar com o espírito humano é a maior obra já confiada ao homem; e quem deseja encontrar acesso aos corações precisa ouvir a recomendação: "Sede... misericordiosos e afáveis." I Ped. 3:8. O amor fará aquilo que o argumento deixar de realizar. Mas a petulância de um momento, uma só resposta áspera, uma falta de polidez cristã em qualquer pequenina questão, pode dar em resultado a perda de amigos, bem como de influência. O que Cristo era na Terra, o obreiro cristão se deve esforçar por ser. Ele é nosso exemplo, não somente em Sua imaculada pureza, como na paciência, amenidade e disposição cativante. 

Sua vida é uma ilustração da verdadeira cortesia. Tinha sempre um olhar bondoso e uma palavra de conforto para o necessitado e o oprimido. Sua presença criava em casa uma atmosfera mais pura, e Sua vida era como um fermento operando entre os elementos da sociedade. Puro e incontaminado, andava entre os excluídos, os rudes, os descorteses; entre injustos publicanos, ímpios samaritanos, soldados pagãos, rústicos camponeses e a multidão mista. Proferia aqui e ali uma palavra de simpatia. Ao ver homens fatigados e compelidos a carregar pesados fardos, compartilhava dos mesmos, e repetia-lhes a lição que aprendera da Natureza, do amor e da bondade de Deus. Procurava inspirar a esperança aos mais rudes e menos prometedores, dando-lhes a certeza de que podiam atingir caráter que lhes manifestaria a filiação divina. 

A religião de Cristo abranda quanto há de duro e rude num temperamento, e suaviza tudo que é áspero e escabroso nas maneiras. Torna as palavras brandas, e atraente a conduta. Aprendamos de Cristo a maneira de harmonizar o alto sentimento de pureza e integridade com a disposição feliz. O cristão bondoso, cortês, é o mais poderoso argumento que se pode apresentar em favor do cristianismo. As palavras bondosas são como o orvalho e brandos chuveiros para a alma. Diz a Escritura a respeito de Cristo, que nos Seus lábios se derramou a graça, para que soubesse "dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado". Isa. 50:4. E o Senhor nos pede: "A vossa palavra seja sempre agradável" (Col. 4:6), "para que dê graça aos que a ouvem". Efés. 4:29. A essência da verdadeira polidez é a consideração para com os outros. (Refletindo a Cristo, pg. 22 - MM 1986).; gsantos

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CRISTO E A DIGNIDADE HUMANA.


 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio. (Efés. 2:13 e 14).

Cristo não conhecia distinção de nacionalidade, posição ou credo. Os escribas e fariseus desejavam fazer dos dons celestes um privilégio local e nacional, e excluir o resto da família de Deus no mundo. Mas Cristo veio derrubar todo muro de separação. Veio mostrar que Seu dom de misericórdia e amor é tão ilimitado como o ar, a luz ou a chuva que refrigera a terra. A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu coração era uma pessoa sedenta pelas águas da vida. Não passava nenhum ser humano por alto como indigno, mas procurava aplicar a toda pessoa o remédio capaz de sarar. 

Em qualquer companhia em que Se encontrasse, apresentava uma lição adequada ao tempo e às circunstâncias. Cada negligência ou insulto da parte de alguém para com seu semelhante servia apenas para fazê-Lo mais consciente da necessidade que tinham de Sua simpatia divino-humana. Procurava inspirar esperança aos mais rudes e menos promissores, prometendo-lhes a certeza de que haveriam de tornar-se irrepreensíveis e inocentes, alcançando um caráter que manifestaria serem filhos de Deus.Muitas vezes Jesus encontrava pessoas que haviam caído no poder de Satanás e que não tinham forças para romper os laços. A essas criaturas, desanimadas, doentes, tentadas, caídas, costumava dirigir palavras da mais terna piedade, palavras adequadas e que podiam ser compreendidas. 

Quando encontrava pessoas empenhadas numa luta renhida com o adversário das pessoas, Ele as animava a perseverar, assegurando-lhes que haviam de triunfar, pois anjos de Deus se achavam a seu lado e lhes dariam a vitória. À mesa dos publicanos Ele Se sentava como hóspede de honra, mostrando por Sua simpatia e benevolência social que reconhecia a dignidade humana; e os homens anelavam tornar-se dignos de Sua confiança. Sobre seu coração sedento, as palavras dEle caíam com bendito poder vivificante. Novos impulsos eram despertados, e abria-se para esses excluídos da sociedade a possibilidade de vida nova. Conquanto fosse judeu, Jesus Se associava sem reserva com os samaritanos... Enquanto lhes atraía o coração pelos laços de humana simpatia, Sua divina graça levava-lhes a salvação que os judeus rejeitavam. ((Refletindo a Cristo, pg. 19 - MM 1986). gsantos