Recados do Senhor.

Bem vindo ao blog "Recados do Senhor". Faço votos que os textos aqui postados, possam efetivamente, contribuir para o conhecimento da Verdade, e o seu consequente crescimento espiritual. Disse Jesus: "E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" Jo 8:32.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

A PALAVRA DE DEUS É FORTE E PODEROSA



Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes.    (Heb. 4:12).

A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento espiritual. "Eu sou o pão da vida" (João 6:48), disse Cristo. ... O mundo está perecendo por falta da verdade pura, não adulterada. Cristo é a verdade. Suas palavras são verdade, e têm um significado mais profundo do que parece à primeira vista, e um valor que excede sua despretensiosa aparência. As mentes que são avivadas pelo Espírito Santo discernirão o valor destas palavras. Quando nossos olhos forem ungidos com o santo colírio, seremos capazes de descobrir as preciosas gemas da verdade, ainda que elas estejam enterradas bem abaixo da superfície. A verdade é delicada, refinada, elevada. Quando ela molda o caráter, a mente se desenvolve sob sua divina influência. A verdade deve ser recebida no coração diariamente. Assim nos alimentamos das palavras de Cristo, que Ele declara serem espírito e vida. 

A aceitação da verdade fará de cada recebedor um filho de Deus, um herdeiro do Céu. A verdade que é nutrida no coração não é um princípio frio e inoperante, mas um poder vivo. A verdade é sagrada, divina. É mais forte e poderosa do que qualquer outra coisa para a formação de um caráter semelhante ao de Cristo. Há nela plenitude de alegria. Quando é nutrida no coração, o amor a Cristo tem preferência sobre o amor a qualquer ser humano. Isto é cristianismo. Isto é o amor de Deus no íntimo. Assim, a verdade pura e não adulterada ocupa a cidadela do ser. Cumprem-se então as palavras: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo". Ezeq. 36:26. Há nobreza na vida daquele que vive e trabalha sob a vivificadora influência da verdade. ... Muitos que supõem estar convertidos não resistirão às provas e tentações. ... Eles não possuem uma experiência espiritual profunda. 

Não aplicam a verdade ao coração e à consciência. ... Há falta de piedade genuína, e esta falta os torna fracos no exército do Senhor, quando poderiam ser gigantes se estivessem dispostos a se converter de verdade. Vivemos em tempos perigosos. Digo-vos no temor do Senhor que a verdadeira exposição das Escrituras é necessária para o correto desenvolvimento de nosso caráter. Quando a mente e o coração são controlados pelo Espírito Santo, quando o eu está morto, a verdade tem condições de se expandir e desenvolver constantemente. Quando a verdade, tal e qual é em Jesus, molda o nosso caráter, será vista realmente como sendo a verdade. Ao ser contemplada, brilhará mais e mais, resplandecendo com a sua beleza original. O seu valor aumentará, vivificando a mente. ... Elevará nossas aspirações, habilitando-nos a atingir a perfeita norma de santidade. (Refletindo a Cristo, pg.103 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 23 de julho de 2026

AMOR DE CRISTO - FONTE DE SATISFAÇÃO.


Aquele, porém, que beber da água que Emor de Cristo - Fonte de Satisfaçãou lhe der nunca mais terá sede. (João 4:14).

Que disse Cristo à mulher samaritana junto ao poço de Jacó? ... "Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." João 4:13 e 14. A água à qual Cristo Se referia era a revelação de Sua graça em Sua Palavra. Seu espírito, Seus ensinos, Seu amor, são uma fonte de satisfação a cada pessoa. Qualquer outra fonte à qual os homens possam recorrer, se prova insatisfatória; mas a palavra da verdade é como torrentes frescas, representadas como as águas do Líbano, que são sempre satisfatórias. Em Cristo há plenitude de alegria para sempre. Os prazeres e divertimentos do mundo nunca são satisfatórios, nem curam a alma. Jesus, porém, diz: "Quem comer a Minha carne e beber o Meu sangue tem a vida eterna". João 6:54. 

A graciosa presença de Cristo em Sua Palavra sempre fala ao coração, representando-O como a fonte de água viva que reanima os que têm sede. Temos o privilégio de ter um Salvador vivo, que permanece para sempre. Ele é a fonte de poder espiritual para nós, e Sua influência brotará em palavras e ações que revigorarão a todos que estiverem na esfera de nossa influência, produzindo-lhes desejos e aspirações de força e pureza, de santidade e paz, e daquela alegria que não vem acompanhada de pesar. Uma tal experiência será o resultado de ter Cristo como Salvador habitando no íntimo. Jesus... andou como homem na Terra, tendo Sua divindade revestida com a humanidade, e foi um homem sofredor, tentado, atacado pelos ardis de Satanás. ... Agora Ele Se acha à destra de Deus, no Céu, onde atua como Advogado, fazendo intercessão por nós. Devemos sempre ficar confortados e esperançosos ao pensar nisso. 

Ele pensa naqueles que estão sujeitos a tentações neste mundo. Ele pensa em nós individualmente, e conhece cada necessidade nossa. Quando tentados, simplesmente dizei: Ele tem cuidado de mim, intercede por mim, Ele me ama, e morreu por mim. Entregar-me-ei sem reservas a Ele. Ofendemos o coração de Cristo quando nos condoemos de nós mesmos, como se fôssemos nosso próprio salvador. Não; precisamos confiar a guarda de nossa vida a Deus, como a um Criador fiel. Ele vive sempre para interceder por nós, criaturas provadas e tentadas. Abri vosso coração aos brilhantes raios do Sol da Justiça, e não deixeis que um único suspiro de dúvida, uma palavra de descrença, escape de vossos lábios, para que não semeeis as sementes da dúvida. Há ricas bênçãos prometidas a nós; apossemo-nos delas pela fé. Suplico-vos que tenhais ânimo no Senhor. A força divina é nossa; falemos, pois, com ânimo, vigor e fé. (Refletindo a Cristo, pg. 101 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 20 de julho de 2026

O EU É ESCONDIDO E CRISTO É REVELADO.


Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim. (Gál. 2:19 e 20).

Quando um cristão se submete ao solene rito do batismo, os três maiores poderes do Universo - o Pai, o Filho, e o Espírito Santo - dão Sua aprovação ao seu ato, comprometendo-Se a exercer Seu poder em seu favor ao ele esforçar-se para honrar a Deus. Ele é sepultado à semelhança da morte de Cristo, e se ergue à semelhança da Sua ressurreição. ... Os três grandes poderes do Céu Se comprometem a providenciar ao cristão toda a assistência que ele requer. O Espírito transforma o coração de pedra em coração de carne. E ao participarem da Palavra de Deus, os cristãos obtêm uma experiência que é segundo a semelhança divina. Quando Cristo habita no coração pela fé, o cristão é o templo de Deus. Cristo não habita no coração do pecador, mas no coração daquele que é sensível às influências celestiais. 

A luz emitida da vida do verdadeiro cristão testifica de sua união com Cristo. O eu se perde de vista, e Cristo é revelado. O Céu reconhece o cumprimento da promessa: "Agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é". I João 3:2. Então aqueles cuja vida esteve escondida em Cristo, e que neste mundo combateram o bom combate da fé, resplandecerão com a glória do Redentor no reino de Deus. Meu irmão, minha irmã, o propósito de Deus para vós é que vivais uma vida que faça os outros melhores - uma vida que demonstre que Cristo, a esperança de glória, vive no íntimo. Seu objetivo é que possais dizer com o apóstolo Paulo: 

"Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". Gál. 2:20. Em perfeito contentamento, descansando no amor de Cristo, confiando em que o Redentor e Doador da vida realizará por vós a vossa salvação, sabereis, ao vos achegardes mais e mais a Ele, o que significa suportar a contemplação dAquele que é invisível. O contentamento que Cristo concede é um dom que vale infinitamente mais do que ouro e prata e pedras preciosas. ... Nossa vida somente é pura quando se acha sob o controle divino, e feliz unicamente quando mantemos comunhão com Ele. O resplendor possuído por aqueles que obtiveram a mais rica experiência não é senão o reflexo da luz do Sol da Justiça. Aquele que vive mais perto de Jesus, brilha com maior esplendor. (Refletindo a Cristo, pg. 99 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 16 de julho de 2026

COMUNICAÇÃO FACE A FACE.


Ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia. (Gên. 3:8).

Todo o saber e desenvolvimento real têm sua fonte no conhecimento de Deus. Para onde quer que nos volvamos, seja para o mundo físico, intelectual ou espiritual; no que quer que contemplemos, afora a mancha do pecado, revela-se esse conhecimento. Qualquer que seja o ramo de pesquisa a que procedamos com um sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que atua em tudo e através de tudo. A mente humana é colocada em comunhão com a mente divina, o finito com o Infinito. O efeito de tal comunhão sobre o corpo, o espírito e a alma está além de toda estimativa. Encontra-se nesta comunhão a mais elevada educação. É o próprio método de Deus para o desenvolvimento. "Une-te, pois, a Deus" (Jó 22:21), é Sua mensagem à humanidade. O método esboçado nessas palavras foi o seguido na educação do pai de nossa raça. 

Era assim que Deus instruía a Adão quando se achava no santo Éden, na glória de sua varonilidade impecável. ... Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. "E criou Deus o homem à Sua imagem" (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento; sua capacidade e vigor deveriam aumentar continuamente. Vasto era o alvo oferecido a seu exercício, e glorioso o campo aberto à sua pesquisa. ... Aquela comunhão com Seu criador, face a face e toda íntima, era o seu alto privilégio. Houvesse ele permanecido fiel a Deus, e tudo isto teria sido seu para sempre. ... Mais e mais amplamente teria ele cumprido o objetivo de sua criação, mais e mais teria ele refletido a glória do Criador. ... 

As leis e as operações da Natureza, e os grandes e exatos princípios que governam o universo espiritual, eram-lhes abertos à mente pelo Autor infinito de todas as coisas. Na "iluminação do conhecimento da glória de Deus" (II Cor. 4:6), suas faculdades mentais e espirituais se desenvolviam, e tinham eles a realização dos mais elevados prazeres de sua existência santa. O Jardim do Éden era uma representação do que Deus desejava se tornasse a Terra toda; e era Seu intuito que à medida que a família humana se tornasse mais numerosa, estabelecesse outros lares e escolas semelhantes à que Ele havia dado. Dessa maneira, com o correr do tempo, a Terra toda seria ocupada com lares e escolas em que as palavras e obras de Deus seriam estudadas e onde os estudantes mais e mais ficariam em condições de refletir pelos séculos sem fim a luz do conhecimento de Sua glória. (Refletindo a Cristo, pg. 97 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 13 de julho de 2026

NADA PODEMOS FAZER SEM JESUS.


Mas vós sois dEle, em Cristo Jesus, o qual Se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. (I Cor. 1:30).

Muitos pensam que é impossível amar ao próximo como a si mesmos; mas este é o único fruto genuíno do cristianismo. Amar aos outros é revestir-se do Senhor Jesus Cristo; é andar e trabalhar com os olhos fixos no mundo invisível. Devemos, pois, conservar os olhos em Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé. A solene advertência que foi dada ao jovem e insensato rico, deveria ser suficiente para todos os homens até ao final do tempo. Nosso Senhor nos deixou lição após lição a fim de afastar a todos do egoísmo, e estabelecer laços íntimos de comunhão e fratemidade entre homem e homem. Ele queria que o coração dos crentes estivesse intimamente ligado por fortes laços de simpatia, a fim de que houvesse unidade nEle. Eles juntamente se regozijariam na esperança da glória de Deus, aguardando a vida eterna graças aos méritos de Jesus Cristo. 

Se Cristo habita no coração, Seu amor se difundirá a outros por intermédio de seu possuidor, e ligará coração a coração. A graça de Cristo deve ser a única segurança do cristão, e quando assim for, ele amará a seus irmãos como Cristo o amou. Poderá então dizer: "Vinde", e suplicar e persuadir as pessoas a que se reconciliem com Deus. Sua influência será mais e mais decidida, e sua vida será dedicada a Cristo, que foi por ele crucificado. Onde o amor é aperfeiçoado, a lei é observada e o eu não encontra lugar. Os que amam supremamente a Deus trabalham, sofrem e vivem por Ele, que deu a Sua vida por eles. Só poderemos guardar a lei se nos apossarmos da justiça de Cristo. Ele diz: "Sem Mim nada podeis fazer." João 15:5. Quando recebemos o dom celestial, a justiça de Cristo, veremos que a graça divina nos forovidenciada, e que os recursos humanos são impotentes. 

Jesus concede o Espírito Santo em grande medida para grandes emergências, para ajudar em nossas enfermidades, para dar-nos muito consolo, para iluminar-nos a mente, e purificar e enobrecer nosso coração. Cristo Se torna para nós sabedoria, justiça, santificação, e redenção. Do primeiro ao último passo, na vida cristã, nenhum pode ser dado com êxito sem Cristo. Ele enviou o Seu Espírito a fim de estar constantemente conosco, e se confiarmos totalmente em Cristo, entregando-Lhe nossa vontade, poderemos segui-Lo aonde quer que Ele for. O Espírito Santo atuará em cada coração sensível a Sua influência. A justiça de Cristo irá adiante de tal pessoa, e a glória do Senhor será a sua recompensa. (Refletindo a Cristo, pg. 95 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 25 de junho de 2026

O INSTRUMENTO DE NOSSA SANTIFICAÇÃO.


E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. (João 17:19).

Antes que Jesus Se encaminhasse para o conflito final com os poderes das trevas, ergueu os olhos ao Céu e orou por Seus discípulos. Disse Ele: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também Eu não sou. Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade." João 17:15-17. A preocupação do pedido de Cristo era a de que os que cressem nEle fossem guardados da maldade existente no mundo, e santificados por meio da verdade. Ele não nos deixa a fazer suposições vagas sobre o que é a verdade, mas acrescenta: "ATua palavra é a verdade." A Palavra de Deus é o instrumento por meio do qual nossa santificação é realizada. É da maior importância, portanto, que nos familiarizemos com as sagradas instruções da Bíblia. É tão necessário para nós o entendimento das palavras de vida como foi para os primeiros discípulos o estar informados a respeito do plano de salvação. 

Ficaremos sem desculpa se, em virtude de nossa própria negligência, ignorarmos as reivindicações da Palavra de Deus. Deus nos deu Sua Palavra, a revelação de Sua vontade, e prometeu o Espírito Santo a quem Lho pedir, a fim de guiá-los em toda a verdade; e toda pessoa que honestamente deseja fazer a vontade de Deus saberá da doutrina. A missão de Jesus foi demonstrada através de milagres convincentes. Sua doutrina maravilhou o povo. ... Era um conjunto de verdades que supria as necessidades do coração. Seu ensino era claro, simples e compreensível. As verdades práticas que Ele enunciou tinham poder convincente e prendiam a atenção das pessoas. Multidões se demoravam ao Seu lado, maravilhadas com a Sua sabedoria. Seu modo de ser estava em harmonia com as grandes verdades que proclamava. Não usava palavras de desculpa ou hesitação, e não havia sombra de dúvida ou incerteza de que Ele pudesse ser outro, exceto quem Se declarava. 

Ele falava de coisas terrenas e celestiais, humanas e divinas, com positiva autoridade; e "estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade". Mat. 7:28. ... É para nós uma questão da maior importância e interesse que entendamos o que é a verdade, e nossas petições devem ser dirigidas com um intenso desejo de que sejamos guiados a toda a verdade. Davi apreciava a iluminação divina, e reconheceu o poder da Palavra de Deus. Disse ele: "A revelação das Tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples." Sal. 119:130. Aqueles que desejam obter luz devem esquadrinhar as Escrituras, comparando escritura com escritura, e suplicando a Deus pela iluminação do Espírito Santo. A promessa é a de que aqueles que procuram hão de encontrar. (Refletindo a Cristo, pg. 93 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 22 de junho de 2026

CONTEMPLANDO A JESUS COM OS OLHOS DA FÉ.

Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. )I Cor. 15:570.

Pela fé, olhai para as coroas destinadas aos que hão de vencer; atentai para o exultante canto dos remidos: Digno, digno é o Cordeiro, que foi morto e nos redimiu para Deus! Esforçai-vos por considerar estas cenas como reais. Estêvão, o primeiro mártir cristão, em seu terrível conflito com os principados, e as potestades, e as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efés. 6:12), exclamou: "Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem, em pé à destra de Deus." Atos 7:56. O Salvador do mundo foi-lhe revelado como olhando dos Céus para ele com o mais profundo interesse; e a gloriosa luz do semblante de Cristo brilhou sobre Estêvão com tal resplendor que mesmo os seus inimigos viram seu rosto brilhar como o rosto de um anjo. 

Se permitíssemos que nossa mente se demorasse mais sobre Cristo e o mundo celestial, acharíamos um poderoso estímulo e amparo em guerrear as batalhas do Senhor. O orgulho e o amor ao mundo perderão seu poder ao contemplarmos as glórias daquela terra melhor, que tão logo será nosso lar. Diante da amabilidade de Cristo, todas as atrações terrenas parecerão de pouco valor. Que ninguém pense que sem fervoroso esforço de sua parte poderá obter a certeza do amor de Deus. Quando por tão longo tempo se permitiu à mente repousar somente em coisas terrenas, é difícil mudar os hábitos do pensamento. Aquilo que os olhos vêem e os ouvidos escutam, demasiadas vezes atrai a atenção e absorve o interesse. Mas se quisermos entrar na cidade de Deus e olhar para Jesus e Sua glória, precisamos acostumar-nos, aqui, a contemplá-Lo com os olhos da fé. 

As palavras e o caráter de Cristo devem ser, freqüentemente, o assunto de nossos pensamentos e de nossa conversação; e, cada dia, algum tempo deve ser consagrado especialmente a devota meditação nestes temas sagrados. A santificação é uma obra diária. Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará, enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará àqueles que O honram. ... É aqui que o auxílio de Cristo se faz preciso. A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: "Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo." I Cor. 15:57. (Refletindo a Cristo, pg. 91 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 18 de junho de 2026

ÊNFASE NA SANTIFIAÇÃO BÍBLICA.


Porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus. Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. (I Tess. 4:2 e 3).

Em sua carta à igreja de Éfeso, Paulo apresenta perante os membros o "mistério do evangelho" (Efés. 6:19) -as "insondáveis riquezas de Cristo" (Efés. 3:8) - e então lhes assegura suas fervorosas orações em favor de sua prosperidade espiritual: "... Me ponho de joelhos diante do Pai, ... para que, segundo a riqueza da Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus." Efés. 3:14, 16-19. 

Escreve ele também a seus irmãos de Corinto: "Aos santificados em Cristo Jesus, ... graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em tudo fostes enriquecidos nEle, em toda a palavra e em todo o conhecimento (como foi mesmo o testemunho de Cristo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo." I Cor. 1:2-7. Estas palavras são dirigidas não somente à igreja de Corinto, mas a todo o povo de Deus até ao fim dos tempos. O apóstolo continua nestes termos: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer." I Cor. 1:10. 

Paulo não teria apelado para eles a fim de que fizessem o impossível. A união é o resultado certo da perfeição cristã. ... O próprio apóstolo esforçava-se por alcançar a mesma norma de santidade que apresentara a seus irmãos. ... Paulo não hesitava em salientar, em toda ocasião oportuna, a importância da santificação bíblica. Diz Ele: "Vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação." I Tess. 4:2 e 3. "De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência. ... Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo." Filip. 2:12-15. (Refletindo a Cristo, pg. 90 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 15 de junho de 2026

AMOR E OBEDIÊNCIA EXPONTÂNEA.


Se quiserdes e Me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. (Isa. 1:19).

O caráter do cristão é manifesto em sua vida diária. Disse Cristo: "Toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus." Mat. 7:17. Nosso Salvador Se compara a uma videira, da qual Seus seguidores são os ramos. Ele declara positivamente que todos aqueles que desejam ser Seus discípulos precisam produzir frutos; e então mostra como podem tornar-se ramos frutíferos. "Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim." João 15:4. O apóstolo Paulo descreve o fruto que o cristão deve produzir. Diz ele que "consiste em toda bondade, e justiça, e verdade". Efés. 5:9. E outra vez: "O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio." Gál. 5:22 e 23. 

Estas preciosas graças são apenas os princípios da lei de Deus, demonstrados na vida. A lei de Deus é a única norma verdadeira de perfeição moral. Essa lei foi praticamente exemplificada na vida de Cristo. Ele diz de Si mesmo: "Tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." João 15:10. Nada menos que esta obediência satisfará às exigências da Palavra de Deus. "Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou." I João 2:6. Nós não podemos alegar que somos impotentes para fazer isso, porque temos a afirmativa: "A Minha graça te basta." II Cor. 12:9. Ao olharmos no espelho divino - a lei de Deus - vemos a excessiva malignidade do pecado e nossa própria condição de perdidos, como transgressores. Mas, pelo arrependimento e fé, somos justificados perante Deus, e, mediante a graça divina, habilitados a prestar obediência aos Seus mandamentos. 

Aqueles que têm genuíno amor a Deus, manifestarão um intenso desejo de conhecer Sua vontade e executá-la. ... A criança que ama aos pais, mostrará esse amor por voluntária obediência; mas a criança egoísta, ingrata, procura fazer tão pouco quanto lhe seja possível por seus pais, enquanto, ao mesmo tempo, deseja desfrutar todos os privilégios assegurados ao obediente e fiel. A mesma diferença é vista entre os que dizem ser filhos de Deus. Muitos que sabem ser o objeto de Seu amor e cuidado, e desejam receber Sua bênção, não têm nenhum prazer em fazer Sua vontade. Consideram as exigências de Deus como uma desagradável restrição, Seus mandamentos um danoso jugo. Mas aquele que está verdadeiramente procurando a santidade de coração e de vida, deleita-se na lei de Deus, e lamenta unicamente o fato de que fica muito aquém de satisfazer a suas reivindicações. (Refletindo a Cristo, pg  88 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O CONTRASTE ENTRE JUDAS E JOÃO.


Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. (I João 5:12).

Durante os anos de sua íntima relação com Cristo foi ele [João] muitas vezes advertido e admoestado pelo Salvador; e aceitou essas repreensões. Quando o caráter do Ser divino lhe foi manifestado, João viu suas próprias deficiências, e tornou-se humilde pela revelação. Dia a dia, em contraste com seu próprio espírito violento, ele observava a ternura e longanimidade de Jesus e ouvia-Lhe as lições de humildade e paciência. Dia a dia seu coração era atraído para Cristo, até que perdeu de vista o próprio eu no amor pelo Mestre. O poder e ternura, a majestade e brandura, o vigor e a paciência que ele via na vida diária do Filho de Deus, encheram-lhe a alma de admiração. Ele submeteu seu temperamento ambicioso e vingativo ao modelador poder de Cristo, e o divino amor realizou nele a transformação do caráter. 

Em evidente contraste com a santificação realizada na vida de João está a experiência de seu condiscípulo Judas. Como João, Judas professava ser discípulo de Cristo, mas possuía apenas uma aparência de piedade. Ele não era insensível à beleza do caráter de Cristo; e muitas vezes, ao ouvir as palavras do Salvador, vinha-lhe a convicção, mas ele não humilhava o coração nem confessava seus pecados. ... João guerreou ferozmente contra suas faltas; mas Judas violava a consciência e cedia à tentação, mais se lhe robustecendo os hábitos do mal. A prática das verdades que Cristo ensinava não correspondia a seus desejos e propósitos, e ele não podia renunciar a suas idéias para receber sabedoria do Céu. Em lugar de andar na luz, escolheu caminhar nas trevas. 

Os maus desejos, a cobiça, as paixões vingativas, os pensamentos sombrios, tenebrosos, foram acariciados até que Satanás alcançou sobre ele pleno controle. João e Judas representam aqueles que professam ser seguidores de Cristo. Ambos esses discípulos tiveram as mesmas oportunidades de estudar e seguir o divino Modelo. ... Ambos possuíam sérios defeitos de caráter; e ambos tiveram acesso à divina graça que transforma o caráter. Mas ao passo que um em humilhação estava aprendendo de Jesus, o outro revelava não ser cumpridor da Palavra, mas ouvinte apenas. Um, morrendo diariamente para o eu e vencendo o pecado, era santificado pela verdade; o outro, resistindo ao poder transformador da graça e condescendendo com desejos egoístas, era levado para a escravidão de Satanás. ... Pode haver marcados defeitos na vida de um indivíduo; contudo, quando ele se torna um verdadeiro discípulo de Cristo, o poder da divina graça transforma-o e santifica-o. (Refletindo a Cristo, pg.86 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O AMOR DE UM PECADOR ARREPENDIDO.


Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. (I João 4:7).

O apóstolo João distinguiu-se entre seus irmãos como o "discípulo a quem Jesus amava". Conquanto não fosse tímido, fraco ou de caráter vacilante, ele possuía uma disposição amável e um coração ardente e afetuoso. Ele parece ter desfrutado, num sentido preeminente, a amizade de Cristo e recebido muitas provas da confiança e amor do Salvador. Foi um dos três a quem se permitiu testemunhar a glória de Cristo sobre o monte da transfiguração e Sua agonia no Getsêmani; e, ao seu cuidado, nosso Senhor confiou Sua mãe naquelas últimas horas de angústia sobre a cruz. A afeição do Salvador pelo discípulo amado foi retribuída com toda a força de uma devoção ardente. Ele se apegou a Cristo como a videira se apega às suntuosas colunas. 

Por amor de seu Mestre, enfrentou os perigos da sala do julgamento e demorou-se junto da cruz; e, ante as novas de que Cristo havia ressurgido, correu ao sepulcro, sobrepujando, em seu zelo, mesmo o impetuoso Pedro. O amor de João por seu Mestre não era uma simples amizade humana; mas sim o amor de um pecador arrependido, que reconhecia haver sido redimido pelo precioso sangue de Cristo. Ele considerava a mais elevada honra trabalhar e sofrer no serviço de seu Senhor. Seu amor por Jesus o levava a amar todos aqueles por quem Cristo morrera. Sua religião era de caráter prático. Arrazoava que o amor a Deus se manifestaria no amor a Seus filhos. Podia ser ouvido dizendo repetidas vezes: ... "Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. 

Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê?" I João 4:19 e 20. A vida do apóstolo estava em harmonia com seus ensinos. O amor por Cristo, que ardia em seu coração, levava-o a prestar o mais zeloso e incansável serviço por seus semelhantes, especialmente por seus irmãos na igreja cristã. ... João desejava tornar-se semelhante a Jesus e, sob a transformadora influência de Seu poder, tornou-se manso e humilde de coração. O eu foi escondido em Jesus. Ele estava intimamente unido à Videira Viva e assim se tornou participante da natureza divina. Tal será sempre o resultado da comunhão com Cristo. Esta é a verdadeira santificação. (Refletindo a Cristo, pg. 84 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 4 de junho de 2026

A PRESENÇA DO INFINITO.


Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses. (Dan. 3:25).

Tendo a fornalha ardente sido aquecida sete vezes mais do que antes, nela foram lançados os três exilados hebreus. Tão furiosas eram as chamas, que os homens que os lançaram morreram queimados. De repente, o semblante do rei empalideceu de horror. Seus olhos se fixaram nas chamas ardentes e, voltando-se para seus lordes, disse: "Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo?" A resposta foi: "É verdade, ó rei". Dan. 3:24. E então o rei exclama: "Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um Filho dos deuses." Dan. 3:25. Quando Cristo Se manifesta aos filhos dos homens, um poder invisível fala a seu coração. Eles sentem que estão na presença do Infinito. 

Perante Sua majestade, tremem os reis e nobres e reconhecem que o Deus vivo é acima de todo poder terreno. Com sentimentos de remorso e vergonha, o rei exclamou: "Servos do Deus Altíssimo, saí e vinde!" Dan. 3:26. E eles obedeceram, apresentando-se ilesos perante aquela vasta multidão, não tendo nem mesmo o cheiro do fogo sobre suas vestes. Este milagre realizou uma admirável mudança na mente do povo. A grande imagem de ouro, levantada com tanta pompa, foi esquecida. O rei publicou um decreto pelo qual qualquer pessoa que falasse contra o Deus destes homens seria morto, "porque não há outro Deus que possa livrar como Este". Dan. 3:29. Estes três hebreus possuíam genuína santificação. O verdadeiro princípio cristão não pára a fim de pesar as conseqüências. 

Não pergunta: "Que pensará de mim o povo se eu fizer isto?" Ou "quanto afetará meus planos, se eu fizer aquilo?" Com o mais intenso anseio os filhos de Deus desejam saber o que Ele quer que façam, para que suas obras O glorifiquem. O Senhor tomou amplas providências para que o coração e a vida de todos os Seus seguidores possam ser controlados pela graça divina e sejam quais luzes ardentes e brilhantes no mundo. Estes fiéis hebreus possuíam grande habilidade natural, haviam desfrutado da mais elevada cultura intelectual e ocupavam uma posição de honra; mas tudo isto não os levou a se esquecerem de Deus. Suas faculdades se renderam à santificadora influência da graça divina. Por sua firme integridade, publicaram os louvores dAquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. (Refletindo a Cristo, pg.79 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 1 de junho de 2026

DANIEL PERMANECE FIRME.


Disse o rei a Aspenaz... que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência,  versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei.     (Dan. 1:3 e 4).

O profeta Daniel tinha um caráter notável. Ele foi brilhante exemplo daquilo que os homens podem chegar a ser quando unidos com o Deus da sabedoria. Uma breve narrativa da vida deste santo homem de Deus ficou registrada para animação daqueles que poderiam, mais tarde, ser chamados a suportar a prova e a tentação. Quando o povo de Israel, seu rei, nobres e sacerdotes foram levados em cativeiro, quatro de entre eles foram selecionados para servir na corte do rei da Babilônia. Um destes era Daniel, o qual, muito cedo, deu mostras da grande habilidade desenvolvida nos anos subseqüentes. Esses rapazes eram todos de nascimento nobre e são descritos como jovens em quem não havia "nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria,  doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem "competentes para assistirem no palácio do rei". Dan. 1:4. 

Percebendo os preciosos talentos destes jovens cativos, o rei Nabucodonosor determinou prepará-los para ocuparem importantes posições em seu reino. A fim de que pudessem tornar-se perfeitamente qualificados para sua vida na corte, de acordo com o costume oriental, eles deviam aprender a língua dos caldeus e submeter-se, durante três anos, a um curso completo de disciplina física e intelectual. Os jovens nessa escola de preparo não eram unicamente admitidos ao palácio real, mas também tomavam providências para que comessem da carne e bebessem do vinho que vinha da mesa do rei. Entre os manjares colocados diante do rei havia carne de porco e de outros animais que haviam sido declarados imundos pela lei de Moisés e que os hebreus tinham sido expressamente proibidos de comer. 

Nisso Daniel foi provado severamente. Deveria apegar-se aos ensinos de seus pais concernentes às carnes e bebidas e ofender ao rei, e, provavelmente, perder não só sua posição mas a própria vida? ou deveria desatender o mandamento do Senhor e reter o favor do rei, assegurando-se assim grandes vantagens intelectuais e as mais lisonjeiras perspectivas mundanas? Daniel não hesitou por longo tempo. Decidiu permanecer firme em sua integridade, fosse qual fosse o resultado. "Assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia." Dan. 1:8. ... Daniel... de Deus a sua força e o temor do Senhor estava continuamente diante dele em todos os acontecimentos de sua vida. (Refletindo a Cristo, pg. 77 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 28 de maio de 2026

A SANTIFICAÇÃO ABRANGE O SER TODO.

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. I Tess. 5:23.

A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, e alma, e corpo fossem plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (I Tess. 5:23). Outra vez escreve ele aos crentes: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus." Rom. 12:1. No tempo do antigo Israel, toda oferta trazida como sacrifício a Deus era cuidadosamente examinada. Se se descobria qualquer defeito no animal apresentado, era rejeitado; pois Deus recomendara que a oferta fosse "sem mancha". Assim se ordena aos cristãos que apresentem o corpo "em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus". A fim de fazerem isto, todas as faculdades devem ser conservadas na melhor condição possível. 

Todo uso ou costume que enfraquece a força física ou mental, inabilita o homem para o serviço de seu Criador. E agradar-Se-á Deus com qualquer coisa que seja menos do que o melhor que podemos oferecer? Disse Cristo: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração." Mat. 22:37. Os que amam a Deus de todo o coração, desejarão prestar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda faculdade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a Sua vontade. Não aviltarão nem mancharão, pela condescendência com o apetite ou paixões, a oferta que apresentam a seu Pai celestial. Diz Pedro: "Exorto-vos... a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma." I Ped. 2:11. Toda condescendência pecaminosa tende a embotar as faculdades e a destruir o poder de percepção mental e espiritual, e a Palavra ou o Espírito de Deus apenas poderão impressionar debilmente o coração. 

Paulo escreve aos coríntios: "Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus." II Cor. 7:1. E entre os frutos do Espírito - "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão" - enumera o "domínio próprio". Gál. 5:22 e 23. A despeito destas declarações inspiradas, quantos professos cristãos se acham a debilitar suas faculdades em busca de ganhos ou na adoração da moda! quantos há que estão a aviltar a varonilidade à semelhança de Deus pela glutonaria, pelo beber vinho, pelos prazeres proibidos! ... Aquele cujo corpo é o templo do Espírito Santo, não se escravizará por hábito pernicioso. Suas faculdades pertencem a Cristo, que o comprou com preço de sangue. (Refletindo a Cristo, pg. 76 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 25 de maio de 2026

MAIS ATENÇÃO À FÉ DE JESUS.

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos,  pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.              (I Tim. 3:16).

Muita gente parece ignorar o que constitui fé. Muitos reclamam de trevas e desânimo. Pergunto: Estão vossas faces voltadas para Jesus? Estais contemplando o Sol da Justiça? Precisais definir claramente para as igrejas a questão da fé e da total dependência da justiça de Cristo. ... Temos nos demorado tão pouco em Cristo, em Seu inigualável amor, Seu grande sacrifício feito em nosso favor, que Satanás quase ofuscou a visão que devemos ter de Cristo. Precisamos confiar menos em seres humanos no tocante a auxílio espiritual, e mais, muito mais ao nos aproximarmos de Jesus como nosso Redentor. Podemos estender-nos com um objetivo determinado sobre os atributos celestes de Jesus Cristo; podemos falar de Seu amor, podemos falar e cantar sobre Suas misericórdias, e podemos considerá-Lo nosso Salvador pessoal. Então seremos um com Cristo. 

Amamos o que Cristo amou, odiamos o pecado, o que Cristo também odiou. Nestas coisas precisamos falar e demorar-nos. ... Devemos manter em mente o Salvador perdoador de pecados. Mas devemos apresentá-Lo em Sua verdadeira posição - veio morrer a fim de engrandecer a lei de Deus e honrá-la, e ao mesmo tempo justificar o pecador que confiar inteiramente nos méritos do sangue do Salvador crucificado e ressurreto. ... A mensagem salvadora do terceiro anjo é a mensagem a ser dada ao mundo. Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus são ambos imensamente importantes, e devem ser dados com igual força e poder. A primeira parte da mensagem tem sido bastante analisada, enquanto a última, apenas casualmente. A fé de Jesus não é compreendida. Precisamos falar nela, vivê-la, orar sobre ela, e educar o povo a fim de trazer esta parte da mensagem para a sua vida doméstica. 

Por que nossos lábios estão tão silentes no tocante ao tema da justiça de Cristo e Seu amor pelo mundo? Por que não damos ao povo aquilo que os reavivará e os estimulará a uma nova vida? O apóstolo Paulo estava cheio de entusiasmo e devoção ao declarar: "Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória." I Tim. 3:16. ... O caráter de Cristo é um caráter infinitamente perfeito, e Ele precisa ser enaltecido, precisa ser colocado em posição de destaque, pois Ele é o poder, a força, a santificação e a justificação de todos os que nEle crêem. (Refletindo a Cristo, pg. 74 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 21 de maio de 2026

SANTIFICAÇÃO - OBRA DA VIDA INTEIRA.


Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que Ele não Se envergonha de Lhes chamar irmãos. (Heb. 2:11).

Quando, com penitente e humilde confiança, meditamos em Jesus, a quem nossos pecados traspassaram, podemos aprender a andar em Suas pisadas. Contemplando-O, somos transformados à Sua divina semelhança. E quando essa obra se operar em nós, não pretenderemos ter qualquer justiça em nós mesmos, mas exaltaremos a Jesus Cristo, pois nosso enfraquecido coração confia em Seus méritos. Nosso Salvador sempre condenou a justiça-própria. Ele ensinou a Seus discípulos que o mais elevado tipo de religião é aquele que se manifesta de maneira calma e modesta. Aconselhou-os a executarem suas obras de caridade sem estardalhaço, não por ostentação, nem para serem louvados e honrados pelos homens, mas para a glória de Deus, esperando recompensa na vida futura. 

Se fizessem boas ações para serem louvados pelos homens, nenhuma recompensa lhes seria concedida por seu Pai celestial. Os seguidores de Cristo foram instruídos a não orarem com o propósito de serem ouvidos pelos homens. "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." Mat. 6:6. Tais expressões como estas, dos lábios de Cristo, mostram que Ele não considerava com aprovação aquela espécie de piedade tão predominante entre os fariseus. Seus ensinos no monte mostram que os atos de benevolência assumem uma nobre forma, e as ações de adoração religiosa, espalham muito preciosa fragrância, quando praticadas de maneira despretensiosa, em penitência e humildade. O motivo puro santifica o ato. 

A verdadeira santificação é uma inteira conformidade com a vontade de Deus. Pensamentos e sentimentos de rebelião são vencidos, e a voz de Jesus suscita uma nova vida, que penetra todo o ser. Aqueles que são verdadeiramente santificados não ostentarão sua própria opinião como uma norma do bem ou do mal. ... A verdadeira santificação é obra diária, continuando por tanto tempo quanto dure a vida. Aqueles que estão batalhando contra tentações diárias, vencendo as próprias tendências pecaminosas e buscando santidade do coração e da vida, não fazem nenhuma orgulhosa proclamação de santidade. Eles são famintos e sedentos de justiça. O pecado parece-lhes excessivamente pecaminoso. ... Os verdadeiramente justos, que sinceramente amam e temem a Deus, cobrem-se do manto da justiça de Cristo tanto na prosperidade como na adversidade. (Refletindo a Cristo, pg. 72 - MM 1983). gsantos

segunda-feira, 18 de maio de 2026

OS JUSTIFICADOS ANDAM NA LUZ.


A quem Deus propôs [Jesus Cristo], no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé. ... Tendo em vista a manifestação da Sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. (Rom. 3:25 e 26).

"Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça", diz o apóstolo Paulo, "mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a Sua justiça, por ter Deus, na Sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da Sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus." Rom. 3:24-26. Aqui a verdade é exposta em termos claros. Essa misericórdia e bondade são totalmente imerecidas. A graça de Cristo é gratuita para justificar o pecador, sem qualquer mérito ou exigência de sua parte. Justificação é o perdão total do pecado. No momento em que o pecador aceita a Cristo pela fé, ele é perdoado. A justiça de Cristo lhe é imputada, e ele não mais deve duvidar da graça perdoadora de Deus. Nada há na fé que a torne nossa salvadora. 

A fé não pode remover nossa culpa. Cristo é o poder de Deus para salvar a todo aquele que crê. A justificação se dá através dos méritos de Jesus Cristo. Ele pagou o preço da redenção do pecador. Entretanto, unicamente pela fé em Seu sangue é que Jesus pode justificar o crente. O pecador não pode depender de suas próprias boas obras como meio de justificação. Ele precisa chegar ao ponto de renunciar a todo o seu pecado e seguir uma medida de luz após a outra, ao ela iluminar o seu caminho. Ele simplesmente se apega pela fé à provisão gratuita e ampla feita pelo sangue de Cristo. Crê nas promessas de Deus, que através de Cristo significam para ele santificação e justificação e redenção.Se seguir a Jesus, ele andará humildemente na luz, regozijando-se nela e difundindo-a aos outros. Sendo justificado pela fé, ele sente satisfação em sua obediência, em toda a sua vida. 

Paz com Deus é o resultado do que Cristo é para ele. As pessoas que se submetem a Deus, que O honram, e que são praticantes da Sua Palavra, receberão esclarecimento divino. Na preciosa Palavra de Deus há pureza, elevação e beleza, as quais as faculdades superiores do homem não poderão alcançar a menos que seja auxiliado por Deus. ... Ninguém será justificado, mesmo sob qualquer tipo de provação, por permitir que nosso apego a Deus se torne frouxo. Embora a piedade humana possa falhar, Deus ainda ama e Se compadece, e estende Sua mão ajudadora. Os eternos braços de Deus envolvem a pessoa que se volta para Ele em busca de auxílio. ... Deus aprecia que Seus filhos Lho peçam, e que confiem que fará por eles o que não podem fazer por si próprios. (Refletindo a Cristo, pg. 70 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O PECADOR ARREPENDIDO ACEITO EM CRISTO.


Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus. (Heb. 9:24).

Cristo é nosso sacrifício, nosso substituto, nosso fiador, nosso divino intercessor; Ele conquistou para nós justiça, santificação e redenção. "Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus." Heb. 9:24. A intercessão de Cristo em nosso favor é a de apresentar os Seus méritos divinos no oferecimento de Si mesmo ao Pai, como nosso substituto e fiador, pois ascendeu às alturas para fazer expiação por nossas transgressões. ... "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados." I João 4:10. "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles." Heb. 7:25. 

Com base nesses textos, é evidente que não é da vontade de Deus que sejamos desconfiados e nos torturemos com o temor de que Deus não nos aceitará pelo fato de sermos pecaminosos e indignos. ... Apresentemos nosso caso perante Ele, reivindicando os méritos do sangue derramado por nós na cruz do Calvário. Satanás nos acusará como sendo grandes pecadores, e precisamos admitir isto, mas cada um pode dizer: "Eu sei que sou um pecador, e esta é a razão por que necessito de um Salvador. Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. 'O sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.' I João 1:7. ... Não tenho qualquer mérito ou bondade pelo qual possa requerer salvação, mas apresento perante Deus o sangue expiatório do Cordeiro imaculado de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é o meu único argumento. 

O nome de Jesus me dá acesso ao Pai. Seus ouvidos e Seu coração estão atentos à minha mais débil súplica, e Ele supre minhas necessidades mais prementes." ... É a justiça de Cristo que torna o pecador penitente aceitável a Deus e realiza sua justificação. Por mais pecaminosa que tenha sido sua vida, se ele crê em Jesus como seu Salvador pessoal, ele se coloca diante de Deus nas imaculadas vestes da justiça imputada de Cristo. O pecador assim morto em transgressões e pecados é vivificado pela fé em Cristo. Ele percebe pela fé que Jesus é seu Salvador, e vivo para sempre, e pode salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus. Na expiação por ele feita, o crente vê tanta largura, e comprimento, e altura, e profundidade de eficácia - vê que a sua salvação, comprada por infinito preço, é tão plena, que seu coração se enche de louvor e ações de graças. (Refletindo a Cristo, pg. 67 - MM 1986). gsantos

segunda-feira, 11 de maio de 2026

A LEI DE AMOR APERFEIÇOADA EM NÓS.


Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor é, em nós, aperfeiçoado. I João 4:12.

As condições da vida eterna, sob a graça, são exatamente as mesmas que eram no Éden - perfeita justiça, harmonia com Deus, conformidade perfeita com os princípios de Sua lei. A norma de caráter apresentada no Antigo Testamento é a mesma apresentada no Novo. Esta norma não é de molde a não podermos atingi-la. Em toda ordem ou mandamento dado por Deus, há uma promessa, a mais positiva, a fundamentá-la. Deus tomou as providências para que nos possamos tornar semelhantes a Ele, e cumpri-las-á para todos quantos não interpuserem uma vontade perversa, frustrando assim a Sua graça.Com amor indizível nos tem Deus amado, e nosso amor se desperta para com Ele ao compreendermos algo da extensão e largura e profundidade e altura desse amor que sobrepuja todo entendimento. 

Pela revelação da atrativa beleza de Cristo, pelo conhecimento de Seu amor a nós expresso enquanto éramos ainda pecadores, o coração obstinado abranda-se e é subjugado, e o pecador transforma-se e torna-se um filho do Céu. Deus não emprega medidas compulsórias; o amor é o meio que Ele usa para expelir o pecado do coração. Por meio dele, muda o orgulho em humildade, a inimizade e incredulidade em amor e fé. .. Ele nos diz que sejamos perfeitos como Ele o é - da mesma maneira. Cumpre-nos ser centros de luz e bênção para o nosso pequeno círculo, da mesma maneira que Ele o é para o Universo. Nada temos de nós mesmos, mas a luz de Seu amor resplandece sobre nós, e devemos refletir-lhe a glória. "Bons na bondade que Ele nos empresta", podemos ser perfeitos em nossa esfera, da mesma maneira que Deus é perfeito na Sua. 

Jesus disse: "Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai." Mat. 5:48. Se sois filhos de Deus, sois participantes de Sua natureza, e não podeis deixar de ser semelhantes a Ele. Todo filho vive pela vida de seu pai. Se sois filhos de Deus - gerados por Seu Espírito - viveis pela vida de Deus. Em Cristo habita "corporalmente, toda a plenitude da divindade" (Col. 2:9); e a vida de Cristo se manifesta "em nossa carne mortal". II Cor. 4:11. Essa vida em vós produzirá o mesmo caráter e manifestará as mesmas obras que nele produziu. Assim estareis em harmonia com todo preceito de Sua lei; pois "a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma". Sal. 19:7. Mediante o amor, "a justiça da lei" será cumprida em nós, "que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito". Rom. 8:4. (Refletindo a Cristo, pg. 65 - MM 1986). gsantos

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A LEI DIVINA DE AMOR PERDOADOR.


Amai a vossos inimigos. (Mat. 5:44). 

A lição do Salvador: "Não resistais ao mal" (Mat. 5:39), era dura de ouvir para os vingativos judeus. ... Jesus fez então uma declaração ainda mais forte: ... "Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos Céus." Mat. 5:44 e 45. Tal era o espírito da lei que os rabis tão mal haviam interpretado como um frio e rígido código de cobranças. Consideravam-se melhores que os outros homens, e como com direito ao especial favor de Deus em virtude de seu nascimento israelita; mas Jesus indicou o espírito de amor perdoador como aquele que evidenciaria serem atuados por motivos mais elevados do que os mesmos publicanos e pecadores a quem eles desprezavam. Ele encaminhou Seus ouvintes ao Governador do Universo, sob a nova designação: 

Pai Nosso. Queria que compreendessem quão ternamente o coração de Deus por eles anelava. Ensinou... "como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem". Sal. 103:13. Tal concepção de Deus não foi jamais dada ao mundo por qualquer religião senão a da Bíblia. O paganismo ensina os homens a olharem para o Ser Supremo como objeto de temor em vez de amor - uma divindade maligna a ser apaziguada por sacrifícios, e não um Pai derramando sobre Seus filhos o dom do Seu amor. Mesmo o povo de Israel se tornara tão cego ao precioso ensino dos profetas acerca de Deus, que esta revelação de Seu paternal amor era coisa original, uma nova dádiva ao mundo. ... Todas as boas coisas que possuímos, todo raio de Sol e toda chuva, todo bocado de pão, todo momento de vida, é um dom de amor. 

Enquanto éramos ainda destituídos de amor e do que nos fizesse amáveis no caráter, "odiosos, odiando-nos uns aos outros" (Tito 3:3), nosso Pai celestial teve misericórdia de nós. Os filhos de Deus são os que partilham de Sua natureza. Não é a posição terrena, nem o nascimento, nem a nacionalidade, nem os privilégios religiosos, o que prova ser membro da família de Deus; é o amor, um amor que envolve toda a humanidade. Mesmo os pecadores cujo coração não se ache inteiramente cerrado ao Espírito de Deus, corresponderão à bondade; conquanto devolvam ódio por ódio, darão também amor por amor. É, porém, unicamente o Espírito de Deus que dá amor em troca de ódio. Ser bondoso para o ingrato e o mau, fazer o bem sem esperar retribuição, é a insígnia da realeza celeste, o sinal certo pelo qual os filhos do Altíssimo revelam sua elevada condição. (Refletindo a Cristo, pg. 64 - MM 1986). gsantos